02 de Novembro, 2025 10h11mPolítica por Rádio Agência Nacional

CPI do Crime Organização quer ouvir Lewandowski e Cláudio Castro

Às vésperas de ser instalada no Senado, a CPI do Crime Organizado vai se concentrar em ouvir peritos, delegados, auditores fiscais, além de gestores, secretários, governadores, prefeitos e também o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A ideia é tratar o tema como um problema nacional. É o que diz o senador Alessandro Vieira, do MDB de Sergipe, autor do requerimento de criação da CPI e cotado para ser o relator

Às vésperas de ser instalada no Senado, a CPI do Crime Organizado vai se concentrar em ouvir peritos, delegados, auditores fiscais, além de gestores, secretários, governadores, prefeitos e também o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A ideia é tratar o tema como um problema nacional. É o que diz o senador Alessandro Vieira, do MDB de Sergipe, autor do requerimento de criação da CPI e cotado para ser o relator.

"Começa pelos profissionais de segurança pública: promotores, juízes, procuradores, desembargadores; depois os responsáveis políticos por essas gestões, que são secretários, governadores, em algumas cidades prefeitos, o Ministro da Justiça, o Diretor-Geral da Polícia Federal, os representantes do sistema prisional, que é um ponto forte; e representantes das comunidades que hoje sofrem com o domínio territorial de facções".

Alessandro Vieira quer entender como ocorreu o avanço das facções por todo o país, o que funciona e não funciona e, trabalhar na construção de proposições legislativas. Ele quer justificativas. E o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, também será chamado para dar explicações.

"Seguramente, Cláudio Castro, por conta de ser o governador do estado que é base de uma das principais facções criminosas do Brasil, e que claramente não tem mostrado sucesso nesse combate - e não é exclusividade do Cláudio Castro, atual governador, isso se arrasta há décadas no Rio de Janeiro - e demonstra claramente que é preciso uma forma de atuação ali coordenada, totalmente diferente daquilo que já se fez".

E não. Os líderes de facções criminosas não serão ouvidos.

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"Eu não vejo proveito técnico em ouvir o bandido. Eles não têm nenhuma intenção de facilitar ou melhorar o combate à atividade que ele exerce".

Na terça-feira, a CPI será instalada e terá o cronograma de trabalho aprovado. São 11 titulares e 7 suplentes. 

Enquanto isso, na Câmara, aumentam as discussões em torno da PEC da Segurança, que promove integração entre União, estados e municípios no combate ao crime organizado a partir do Susp - Sistema Único de Segurança Pública. O relator é o deputado Mendonça Filho, do União de Pernambuco. O presidente da Casa, Hugo Motta, já avisou: relatório deverá ser apresentado na comissão especial no dia 4 de dezembro.

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