São Paulo, 10 de Outubro de 2026
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Senadores da CPI do Crime Organizado pedem prorrogação dos trabalhos

A menos de dez dias do fim dos trabalhos, a CPI do Crime Organizado quer mais fôlego para as investigações. O relator da Comissão, senador Alessandro Vieira, do MDB de Sergipe, protocolou requerimento pedindo a prorrogação das atividades e 28 senador

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Rádio Agência Nacional

Senadores da CPI do Crime Organizado pedem prorrogação dos trabalhos
Créditos: Rádio Agência Nacional

A menos de dez dias do fim dos trabalhos, a CPI do Crime Organizado quer mais fôlego para as investigações. O relator da Comissão, senador Alessandro Vieira, do MDB de Sergipe, protocolou requerimento pedindo a prorrogação das atividades e 28 senadores assinaram o documento. Um a mais que o mínimo necessário. O pedido é para esticar os trabalhos por mais 60 dias para tomar depoimentos considerados importantes e analisar um volume de documentação que o senador chamou de “monumental”. Especialmente, segundo ele, após os desdobramentos do caso Master.

Nessa terça-feira (7), a CPI se reúne para tentar - de novo - ouvir o ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha. Desta vez ele foi convocado, e já está desobrigado a ir pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça. O entendimento é de que investigados não podem se incriminar. Ou seja, podem decidir se vão ou não.

Diante da provável ausência de Ibaneis Rocha, a CPI deve mesmo ouvir o Secretário Nacional de Políticas Penais, André Garcia. Na quarta-feira (8), também, uma nova tentativa de depoimento, de Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central. Também convocado e também com habeas corpus. E, como convidado, será ouvido Gabriel Galípolo, atual presidente do BC.

Em outra comissão, na de Constituição e Justiça, os senadores vão discutir a Proposta de Emenda à Constituição que proíbe a aposentadoria compulsória de magistrados como punição. Para aqueles condenados administrativamente por irregularidades no exercício do cargo. Diversos representantes da magistratura estarão por lá, entre eles a Associação dos Magistrados do Brasil e o Conselho Nacional de Justiça. É a PEC que foi apresentada pelo então senador Flávio Dino, em 2024, que precisa ser votada na Comissão e, depois, em plenário. No último dia 16, o ministro Dino proibiu a aposentadoria compulsória como punição. A Procuradoria Geral da República (PGR) já recorreu da decisão.

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