São Paulo, 15 de Outubro de 2026
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CPI do Crime Organizado vai recorrer de decisão de Gilmar Mendes

A Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado vai recorrer da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes que anulou a quebra de sigilo do Fundo de Investimento Arleen. Nesta quinta-feira, 19, Gilmar Mendes considerou inco

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Rádio Agência Nacional

CPI do Crime Organizado vai recorrer de decisão de Gilmar Mendes
Créditos: Rádio Agência Nacional

A Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado vai recorrer da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes que anulou a quebra de sigilo do Fundo de Investimento Arleen.

Nesta quinta-feira, 19, Gilmar Mendes considerou inconstitucional e ilegal a quebra de sigilo, por ter ocorrido em bloco com outras decisões da CPI, sem que houvesse análise individualizada do pedido.

O presidente da CPI, o senador Fabiano Contarato, do PT do Espírito Santo, afirmou, em nota, que as decisões do Judiciário inviabilizam e esvaziam o poder de investigação do parlamento.

A CPI do Senado investiga o vínculo do Fundo Arleen com a Reag Investimentos, instituição liquidada pelo Banco Central e que está envolvida nas fraudes financeiras do Banco Master.

O Arleen adquiriu a participação da empresa da família do ministro Dias Toffoli no resort Tayayá, no Paraná. O ministro admitiu que a transação ocorreu em 2021, antes da investigação do Master chegar ao STF.

Toffoli, que deixou a relatoria do caso Master em fevereiro, afirmou à época que desconhece o gestor do Fundo Arleen e que não mantém relação de amizade com Daniel Vorcaro, dono do Master.

Gilmar Mendes já havia suspendido a quebra de sigilo da empresa Maridt, que pertence ao ministro Dias Toffoli e aos seus irmãos, alegando que a empresa não teria relação com o objetivo da CPI do Crime Organizado.

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