Um estudo inédito revela que a preservação ambiental das terras indígenas nos biomas da Caatinga, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal é 31% maior que em outras áreas.
No trabalho, que foi lançado nessa quarta-feira (2), pelo Instituto Socioambiental, não foi considerado o estágio de demarcação em que elas se encontram.
Entre as áreas mais desmatadas, o Pampa é o bioma em que as Terras Indígenas apresentam, proporcionalmente, a maior perda de vegetação, restando menos de 40% da vegetação original.
No total, os 223 territórios analisados perderam, em média, 36% da vegetação original. O Instituto Socioambiental considera que a demora no processo de demarcação favoreceu essa degradação.
Outro ponto demonstrado no estudo é que a demarcação também permitiu aumentar a regeneração das florestas, explica o antropólogo Tiago Moreira.
Ainda de acordo com o estudo, a devastação dos biomas analisados se concentrou até os primeiros anos deste século. Por exemplo, mais de 90% do desmatamento da Mata Atlântica aconteceu até o ano 2000.
Segundo Tiago, somente a posse indígena efetiva é capaz de garantir a integridade socioambiental das terras.
O relatório concluiu que as políticas de demarcação, proteção e gestão devem ser integradas.
*Com informações da Agência Brasil e produção de Gabriel Brum
Meio Ambiente Pampa é o bioma com maior perda proporcional de vegetação São Luís 03/04/2025 - 15:49 Liliane Farias Gabriel Corrêa - repórter da Rádio Nacional* Terras Indígenas Biomas quinta-feira, 3 Abril, 2025 - 15:49 1:51