16 de Dezembro, 2025 11h12mSegurança por Rádio Agência Nacional

PF prende desembargador na segunda fase da operação Unha e Carne

Na segunda fase da Operação Unha e Carne, deflagrada nesta terça-feira (16/12), a Polícia Federal prendeu o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região. O magistrado era o relator da ação contra o ex-deputado estadual TH Joias e é suspeito de vazamento da operação Zargun, que prendeu o parlamentar em setembro, suspeito de envolvimento com o crime organizado

Na segunda fase da Operação Unha e Carne, deflagrada nesta terça-feira (16/12), a Polícia Federal prendeu o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região. O magistrado era o relator da ação contra o ex-deputado estadual TH Joias e é suspeito de vazamento da operação Zargun, que prendeu o parlamentar em setembro, suspeito de envolvimento com o crime organizado.

Desta vez, os agentes cumprem um mandado de prisão preventiva e dez de busca e apreensão expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no Rio de Janeiro e no Espírito Santo.

A Operação investiga a atuação de agentes públicos no vazamento de informações sigilosas para uma organização criminosa que atua no Rio de Janeiro e em vários outros estados Na primeira fase da Unha e Carne, em 3 de dezembro, a PF prendeu o deputado estadual Rodrigo Bacellar, do União Brasil, presidente da Assembleia Legislativa do estado, também por determinação do ministro Alexandre de Moraes. Uma semana depois ele foi solto por decisão de seus colegas da Alerj e, nesta terça-feira, voltou a ser alvo da Polícia Federal, que cumpre um mandado de busca e apreensão do STF.

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De acordo com a Polícia Federal, esta ação se insere no contexto da decisão do STF no âmbito do julgamento da ADPF das Favelas, que, dentre outras providências, determinou que a Polícia Federal conduzisse investigações sobre a atuação dos principais grupos criminosos violentos em atividade no estado e suas conexões com agentes públicos.

O advogado Fernando Augusto Fernandes, que defende o desembargador Macário Júdice, considerou que o ministro Alexandre de Moraes foi induzido ao erro ao determinar a medida extrema e que não teve acesso à cópia da decisão que decretou sua prisão, o que impede a ampla defesa. Disse, ainda, que apresentará os devidos esclarecimentos nos autos e pedirá sua imediata soltura.  

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