São Paulo, 16 de Outubro de 2026
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Lula: não há pressa para aplicar reciprocidade contra os EUA

O presidente Lula disse nesta sexta-feira (29) que não tem pressa em adotar medidas de reciprocidade contra o tarifaço dos Estados Unidos. A negociação ainda está posta à mesa, mas, segundo ele, o Brasil não pode ficar de cabeça baixa. Nessa quinta-f

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Rádio Agência Nacional

Lula: não há pressa para aplicar reciprocidade contra os EUA
Créditos: Rádio Agência Nacional

O presidente Lula disse nesta sexta-feira (29) que não tem pressa em adotar medidas de reciprocidade contra o tarifaço dos Estados Unidos. A negociação ainda está posta à mesa, mas, segundo ele, o Brasil não pode ficar de cabeça baixa. Nessa quinta-feira (28), o Ministério das Relações Exteriores acionou a Camex, a Câmara de Comércio Exterior, para analisar as medidas de aplicação da Lei da Reciprocidade.

"Então, nós temos que dizer para os Estados Unidos que nós também temos coisa para fazer contra os Estados Unidos. Mas eu não tenho pressa, porque eu quero negociar. Se o Trump quiser negociar, o Lulinha paz e amor tá de volta. Eu não quero guerra com os Estados Unidos. Eu quero negociar. Eu quero a verdade em cima da mesa".

No próximo dia 24 de setembro, Lula e o presidente norte-americano Donald Trump estarão frente a frente pela primeira vez desde o início da crise com o tarifaço. Lula fará o discurso de abertura na Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Trump é o segundo a discursar.

"Vai depender dele, porque eu vou estar no mesmo espaço que ele. A hora que eu entrar na ONU, eu sou o primeiro a falar. Quando me chamarem, ele será o segundo orador. Ele pode chegar antes e conversar comigo. Ele pode não querer conversar comigo e chegar quando eu for falar. Agora, o que eu tô dizendo para você é o seguinte, se o Trump quiser conversar ou qualquer pessoa de relevância no governo americano quiser negociar sério com o Brasil, nós estaremos dispostos a negociar 24 horas por dia".

O teor do discurso Lula não quis adiantar. Mas reafirmou que irá falar de democracia e multilateralismo, além de governança mundial.

"Eu acho que a defesa da democracia e do multilateralismo passa pela defesa da governança mundial. Não é aceitável o genocídio que tá acontecendo em Israel. Não tem exemplo no mundo. O exército profissional de Israel não está lutando contra outro exército. Ele tá matando mulheres e criança". 

Enquanto a situação do tarifaço não é resolvida, o Brasil continua negociando com outros países a abertura de mercado. Lula deverá ir em breve para a Malásia e para a Indonésia. O vice-presidente Geraldo Alckmin acaba de retornar do México. O Brasil quer ser respeitado no mundo todo, e não é ser visto como uma “republiqueta de banana”, disse o presidente.

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