10 de Julho, 2026 12h07mMeio Ambiente por Rádio Agência Nacional

Super El Niño tem 90% de chances de durar até 2027, prevê documento

O Super El Niño tem 90% de chances de durar, pelo menos, até o início de 2027, de acordo com boletim de junho elaborado por instituições de meteorologia, águas e monitoramento de desastres. O documento informa que o início do fenômeno foi identificado em junho. As temperaturas da água do Oceano Pacífico podem ficar mais de dois graus Celsius acima da média, entre a primavera e o verão

O Super El Niño tem 90% de chances de durar, pelo menos, até o início de 2027, de acordo com boletim de junho elaborado por instituições de meteorologia, águas e monitoramento de desastres.

O documento informa que o início do fenômeno foi identificado em junho. As temperaturas da água do Oceano Pacífico podem ficar mais de dois graus Celsius acima da média, entre a primavera e o verão.

O professor do Instituto do Mar da Universidade Federal de São Paulo, Ronaldo Christofoletti, em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, explicou que um El Niño mais forte tende a ter efeitos mais fortes também.

"E dessa vez ele tá chegando a atingir aí um potencial de quase 3 graus. Então, ou seja, ele tá muito acima do que era esperado, tá sendo classificado como "super" porque tá aquecendo mais. Faz muito tempo que a gente não tem um super El Niño. A gente tem El Niños, mas super El Niño não. O que que a gente espera como ciência, né, como dados, como se sabe, é que sim, os extremos vão ser mais fortes também", conta.

Agora, no inverno, entre julho e setembro, a previsão indica chuvas acima da média no sul da região Sul e abaixo da média no centro-norte do país.

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Há muitas chances de ondas de calor e incêndios florestais, especialmente em áreas do Centro-Oeste, Norte e Nordeste, com a elevação das temperaturas no segundo semestre deste ano. As condições de seca moderada e severa estão concentradas em regiões do Tocantins, Pará, Amazonas, Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais.

Segundo o boletim, uma preocupação é a possibilidade de intensificação da estiagem na Amazônia, que pode dificultar a recuperação dos níveis dos rios.  

No Norte, Nordeste e Centro-Oeste devem ter problemas na agricultura familiar, plantações de ciclo mais longo e pecuária, com menos umidade no solo e água disponível. Já as regiões Sudeste e Sul, com mais chuvas, podem ter que lidar com aumento de doenças.

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