09 de Julho, 2026 22h07mMeio Ambiente por Rádio Agência Nacional

Fenômeno El Niño pode atingir intensidade muito forte no Brasil

O fenômeno El Niño tem altas chances de atingir intensidade muito forte entre os meses de outubro e dezembro, período da primavera e do começo do verão, no Brasil. A atualização do monitoramento foi divulgada nesta quinta-feira (9) pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos. O El Niño é caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico ao longo da linha do Equador em, pelo menos, 0,5 °C acima da média por alguns meses

O fenômeno El Niño tem altas chances de atingir intensidade muito forte entre os meses de outubro e dezembro, período da primavera e do começo do verão, no Brasil. A atualização do monitoramento foi divulgada nesta quinta-feira (9) pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos.

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico ao longo da linha do Equador em, pelo menos, 0,5 °C acima da média por alguns meses. Além da temperatura da água, há também mudanças na circulação atmosférica dos ventos que sopram de leste para oeste, que perdem a intensidade.

Marilene de Lima, meteorologista do Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina, explica que o aquecimento precisa permanecer ao longo dos próximos meses para que seja possível avaliar a dimensão do El Niño e os possíveis impactos no Brasil.

"Então, a gente tem pelo menos uns sete meses para poder dizer que se trata, de fato, de um El Niño. E se reflete ou causa mais umidade, mais chuva no Sul do Brasil. De uma forma geral, as chuvas ficam acima da média, entre 20, 30, ou mais, e acima do que seria esperado para essa época do ano, na primavera."

No período de 2023 a 2024, o El Niño provocou fortes chuvas no Sul do país e seca na região Norte. A previsão para este ano é de precipitações acima da média na região Sul ainda no inverno e na primavera, quando o fenômeno deve alcançar o pico.

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A meteorologista Marilene de Lima esclarece que o El Niño, sozinho, não necessariamente está relacionado a chuvas muito fortes:

"O El Niño pode estar ali, mas vai da combinação com frentes frias, ventos em altos e médios níveis da atmosfera transportando umidade até a região. Então, a combinação desses outros sistemas é que acaba provocando dias consecutivos de chuva mais intensa. Por isso essa necessidade de se ir acompanhando a previsão de tempo."

As medições da temperatura da água são atualizadas mensalmente. Se o cenário se confirmar, de acordo com a agência estadunidense, o fenômeno pode se tornar um “super El Niño”, que ocorre quando as águas ficam pelo menos 2 °C acima do normal.

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