14 de Novembro, 2025 20h11mMeio Ambiente por Rádio Agência Nacional

Movimento de Atingidos comemora condenação da BHP pela justiça inglesa

Em meio aos eventos da COP30, em Belém, o MAB, Movimento dos Atingidos por Barragens, comemorou a decisão da justiça inglesa de condenar a mineradora BHP pelo rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana, Minas Gerais, há dez anos. Em entrevista à Rádio Nacional, Ivanei Dala Costa, da coordenação Nacional do MAB, afirmou que a decisão é “mais uma vitória da luta dos atingidos”. “Vem legitimar a luta, na verdade

Em meio aos eventos da COP30, em Belém, o MAB, Movimento dos Atingidos por Barragens, comemorou a decisão da justiça inglesa de condenar a mineradora BHP pelo rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana, Minas Gerais, há dez anos.  

Em entrevista à Rádio Nacional, Ivanei Dala Costa, da coordenação Nacional do MAB, afirmou que a decisão é “mais uma vitória da luta dos atingidos”.  

“Vem legitimar a luta, na verdade. E o fato da Corte dizer que a BHP é culpada, isso mostra que realmente eles têm que pagar e tem que fazer a reparação dos atingidos. E nós, enquanto movimento que lida, que organiza os atingidos, vamos continuar nessa luta para que realmente a reparação seja feita”.

Ivanei é uma das integrantes do MAB, que faz parte da Cúpula dos Povos, evento paralelo à COP30, que ocorre no campus da Universidade Federal do Pará, em Belém.  

Considerada a pior tragédia ambiental do Brasil, o rompimento da barragem em Mariana destruiu o distrito do município de Bento Rodrigues, com rejeitos tóxicos de mineração. Dezenove pessoas morreram. A lama desceu pelo rio Doce e chegou ao mar, no Espírito Santo, devastando a fauna e flora do rio.  

Nesta sexta-feira, o Tribunal Superior de Londres anunciou que a mineradora australiana BHP foi condenada pela tragédia. Junto com a brasileira Vale, a BHP é dona da Samarco, que operava a barragem de rejeitos de mineração no município mineiro.  

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Para Ivanei Dala Costa do Movimento dos Atingidos por Barragens, a participação da Vale em ações e eventos da COP 30 é uma contradição.  

“Tem uma contradição muito grande aqui. Ao mesmo tempo que ela é uma das principais mineradoras aqui do Brasil, viola direitos, teve esses crimes e que até hoje está em processo ainda para reparação, se coloca nesses espaços oficiais como a empresa que trabalha em prol da sociedade, que está resolvendo os problemas. Eles extraem a nossa riqueza aqui, levam para fora, violam direitos e vão passar de bonzinhos aí nos espaços das negociações”.

No site institucional, a mineradora Vale anunciou que participa da 30ª Conferência do Clima, com três eixos: florestas e biodiversidade, descarbonização e transição energética e o sociocultural.  

A empresa informou, em nota, que vai recorrer da decisão da justiça inglesa de condenação da BHP e que “ reforça o compromisso” com “o processo de reparação no Brasil e a implementação do Novo Acordo do Rio Doce”.  

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