24 de Janeiro, 2026 11h01mInternacional por Rádio Agência Nacional

Lula critica proposta dos EUA e alerta para enfraquecimento da ONU

Durante o 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, encerrado nesta sexta-feira, 23, em Salvador, o presidente Luís Inácio Lula da Silva se manifestou sobre a proposta dos Estados Unidos de criar um Conselho de Paz sem vínculo com a Organização das Nações Unidas (ONU). O presidente norte-americano Donald Trump convidou Lula para compor o chamado Conselho da Paz, que será criado para supervisionar o trabalho de um Comitê Nacional para a Administração de Gaza

Durante o 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, encerrado nesta sexta-feira, 23, em Salvador, o presidente Luís Inácio Lula da Silva se manifestou sobre a proposta dos Estados Unidos de criar um Conselho de Paz sem vínculo com a Organização das Nações Unidas (ONU).

O presidente norte-americano Donald Trump convidou Lula para compor o chamado Conselho da Paz, que será criado para supervisionar o trabalho de um Comitê Nacional para a Administração de Gaza. Para o presidente brasileiro, a iniciativa representa o enfraquecimento do sistema internacional e a criação de uma estrutura paralela à ONU.

"A carta da ONU está sendo rasgada. E, ao invés da gente corrigir a ONU, que a gente reivindica desde que eu fui presidente em 2003, reforma da ONU, com a entrada de novos países, com a entrada de México, do Brasil, de país africano...o que que está acontecendo? O presidente Trump está fazendo uma proposta de criar uma nova ONU e que ele sozinho é o dono da ONU."

Lula disse ainda que está telefonando para vários líderes mundiais para discutir o tema, entre eles os presidentes da China, da Rússia, da Índia e da Hungria, na busca de uma decisão onde impere o multilateralismo.

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"Ou seja, tentando ver se é possível a gente encontrar uma forma de se reunir e não permitir que o multilateralismo seja jogado pro chão para que predomine a força da arma, da intolerância de qualquer país do mundo. Eu quero fazer guerra com o poder do convencimento, com argumento, com narrativas mostrando que a democracia é imbatível."

A proposta foi apresentada por Donald Trump na última quinta-feira, 22, durante e o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Mais de vinte países aceitaram participar, entre eles, Egito, Arábia Saudita, Israel, Hungria e Argentina.

Já França, Espanha, Noruega e Suécia recusaram o convite. Rússia, China e Alemanha confirmaram o recebimento, mas ainda não se posicionaram sobre uma possível adesão.

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