08 de Janeiro, 2026 16h01mInternacional por Agência Brasil

Mãe e poetisa: quem era a mulher morta pela polícia nos EUA

Escritora, poetisa, mãe de três crianças e esposa. Esta era Renee Nicole Good (foto), americana de 37 anos morta pelo ICE, agência federal de controle de imigração comandada pelo governo de Donald Trump

Escritora, poetisa, mãe de três crianças e esposa. Esta era Renee Nicole Good (foto), americana de 37 anos morta pelo ICE, agência federal de controle de imigração comandada pelo governo de Donald Trump.

O assassinato de Renee aconteceu na tarde dessa quarta-feira (7) na cidade de Minneapolis, no estado de Minnesota, nos Estados Unidos. O caso chocou o país e o mundo por conta da violência desmedida usada por agentes federais. Há uma onda de protestos nas ruas de várias cidades do país.

Minneapolis é a mesma cidade onde George Floyd também foi morto pela polícia em 2020.

Compaixão

Donna Ganger, mãe de Renee, conversou com o jornal Minnesota Star Tribune e falou um pouco mais sobre sua filha. “Ela era cheia de compaixão. Ela cuidou de pessoas por toda sua vida. Ela era amorosa e afetuosa. Ela era um ser humano incrível”, disse.

Renee nasceu na cidade de Colorado Springs, no Colorado. Tinha três filhos e estudou Escrita Criativa na Old Dominion University, na cidade de Norfolk, na Virginia. Segundo descrição de sua mãe, quando não estava produzindo um podcast que mantinha, Renee gostava de fazer maratonas de filmes em casa.

Dois de seus filhos são de um primeiro casamento. O terceiro e mais novo, de seis anos, é fruto de seu relacionamento com Tim Macklin, que morreu em 2023.

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Proteção

Atualmente, Renee morava com sua companheira e, segundo descrições dos vizinhos a um jornal local, ela era uma boa pessoa e se preocupava em cuidar e proteger quem estava próximo. Renee havia se mudado para Minnesota há cerca de um ano.

Segundo algumas lideranças da região, Renee Good estava no local em que foi baleada sendo uma observadora legal, uma espécie de voluntária que acompanha e monitora as ações policiais com o objetivo de evitar atitudes indevidas das autoridades. Apesar disso, segundo sua mãe, Renee não era uma ativista. “Ela não fazia parte de nada”, disse ela a um jornal.

O presidente Donald Trump escreveu em sua própria rede social que Renee “usou seu carro como arma e tentou matar ou causar danos corporais aos agentes, num ato de terrorismo doméstico”.

O prefeito da cidade, Jacob Frey, disse que a declaração de Trump “é mentira”. Para ele, tudo o que aconteceu foi resultado de um “agente usando o poder de forma imprudente, o que resultou na morte de alguém”. 

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