03 de Janeiro, 2026 10h01mInternacional por Rádio Agência Nacional

Presidente dos EUA anuncia ataque em larga escala à Venezuela

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, neste sábado (3), um ataque em larga escala à Venezuela. A capital do país, Caracas, e outras cidades teriam sido atingidas por vias aérea e terrestre. Em postagem nas redes sociais, Trump afirmou que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados e retirados do país. O líder norte-americano acusa Maduro de liderar uma organização criminosa voltada para o tráfico internacional de drogas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, neste sábado (3), um ataque em larga escala à Venezuela. A capital do país, Caracas, e outras cidades teriam sido atingidas por vias aérea e terrestre.

Em postagem nas redes sociais, Trump afirmou que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados e retirados do país. O líder norte-americano acusa Maduro de liderar uma organização criminosa voltada para o tráfico internacional de drogas.

Bombardeios americanos a barcos nas águas do Caribe e do Pacífico ocorreram nos últimos cinco meses. O presidente da Venezuela sempre negou envolvimento com o tráfico e pediu apoio de organismos internacionais.

Trump afirmou que mais detalhes sobre a operação serão divulgados durante uma coletiva de imprensa em Mar-a-Lago, Flórida, às 13h, no horário de Brasília.

Prova de vida

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez, exigiu provas de vida do presidente Maduro e da primeira-dama, cujos paradeiros são desconhecidos após os ataques norte-americanos. Rodriguez denunciou o bombardeio em Caracas e nos estados de Aragua, Miranda e La Guaira, que resultou na morte de civis. Segundo a vice-presidente, Maduro já havia alertado a população sobre um possível ataque, que afetaria civis em diversas partes do país. Em resposta à situação, a defesa nacional foi acionada seguindo as instruções do presidente.

Rodriguez lembrou que a Venezuela tem caracterizado as manobras americanas como parte de uma estratégia para minar a soberania nacional, denunciando o que considera uma tentativa de intervenção armada para impor uma mudança de regime favorável aos interesses imperialistas.

Ataque "vil e covarde"

O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, criticou a presença de tropas estrangeiras no país e classificou o ataque como "vil e covarde". Em uma mensagem de vídeo, Padrino pediu ajuda a todas as organizações multilaterais, condenando o governo dos EUA pela flagrante violação da Carta da ONU e do direito internacional. O ministro disse que a Venezuela está reunindo informações sobre feridos e mortos.

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Gabriel Boric

Por meio das redes sociais, o presidente do Chile, Gabriel Boric, expressou preocupação e condenou as ações militares americanas na Venezuela. Boric afirmou que a crise deve ser resolvida por meio do diálogo e do apoio ao multilateralismo, e não por meio da violência ou da interferência estrangeira.

Alexandre Padilha

O ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha, também se manifestou nas redes sociais. Padilha afirmou que nada justifica conflitos terminarem em bombardeio. “A guerra mata civis, destrói serviços de saúde, impede o cuidado às pessoas. Quando acontece em um país vizinho, o impacto é múltiplo para o nosso povo e sistema de saúde. O Ministério da Saúde e o SUS Roraima já absorvem impactos da situação da Venezuela”, afirmou.

Reunião de emergência

Uma reunião de emergência está marcada para esta manhã no Itamaraty, com a presença do presidente Lula e dos ministros da Defesa, José Múcio, e da Justiça, Ricardo Lewandowski.

*Com informações da Agência Brasil

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