07 de Janeiro, 2026 19h01mInternacional por Rádio Agência Nacional

Ataque estadunidense à Venezuela deixou ao menos 55 mortos

Pelo menos 55 pessoas foram mortas no ataque à Venezuela. Ainda não há confirmação do número total de óbitos em Caracas, mas o Exército venezuelano divulgou uma lista com 23 vítimas e Cuba informou que 32 integrantes de suas Forças Armadas de seu serviço de inteligência que estavam no local morreram na ação. Nesta quarta-feira (7), a Guarda Costeira dos Estados Unidos apreendeu o navio petroleiro “Marinera”, com bandeira russa, ligado à Venezuela

Pelo menos 55 pessoas foram mortas no ataque à Venezuela. Ainda não há confirmação do número total de óbitos em Caracas, mas o Exército venezuelano divulgou uma lista com 23 vítimas e Cuba informou que 32 integrantes de suas Forças Armadas de seu serviço de inteligência que estavam no local morreram na ação.

Nesta quarta-feira (7), a Guarda Costeira dos Estados Unidos apreendeu o navio petroleiro “Marinera”, com bandeira russa, ligado à Venezuela. O bloqueio de embarcações associadas ao país faz parte das sanções impostas pelo governo do presidente Donald Trump.

A operação contou com o apoio da Força Aérea Real Britânica. A emissora estatal russa exibiu imagens de um helicóptero próximo ao petroleiro, que estava vazio. Segundo os Estados Unidos, a embarcação seria usada para transportar petróleo da Venezuela, alvo das sanções.

De acordo com a agência Reuters, Trump pressiona por um acordo com a Venezuela para desviar o fornecimento de petróleo destinado à China, principal mercado de exportação do país sul-americano.

Em entrevista à imprensa em Pequim, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, reforçou que o governo chinês condena duramente a ação dos Estados Unidos:

“A Venezuela é um Estado soberano e possui plena soberania permanente sobre todos os seus recursos naturais e atividades econômicas. Os Estados Unidos usaram a força de forma flagrante contra a Venezuela e pediram ao país que favorecesse os Estados Unidos em relação às suas reservas de petróleo. Tal intimidação viola gravemente o direito internacional, infringe a soberania da Venezuela e viola os direitos do povo venezuelano.”

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Os Estados Unidos também interceptaram, em águas internacionais, o navio-tanque “M Sophia”, com petróleo da Venezuela e bandeira do Panamá.

O chefe de gabinete adjunto da Casa Branca, Stephen Miller, afirmou nas redes sociais que “o único transporte marítimo de energia permitido será o que estiver em conformidade com a lei dos Estados Unidos e a segurança nacional”.

*Com informações da agência Reuters

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