São Paulo, 15 de Outubro de 2026
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Governo vai negociar com China salvaguarda sobre carne brasileira

O governo federal afirmou que vai negociar com a China para reduzir impactos da taxação da carne brasileira. A medida, anunciada nessa quarta-feira (31) pelo governo chinês, começa a valer nesta quinta-feira (1º) e tem previsão de durar três anos

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Rádio Agência Nacional

Governo vai negociar com China salvaguarda sobre carne brasileira
Créditos: Rádio Agência Nacional

O governo federal afirmou que vai negociar com a China para reduzir impactos da taxação da carne brasileira. A medida, anunciada nessa quarta-feira (31) pelo governo chinês, começa a valer nesta quinta-feira (1º) e tem previsão de durar três anos.

De acordo com a nota divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o governo brasileiro  age de forma coordenada com o setor privado e vai continuar em contato com o governo chinês tanto em nível bilateral quanto no âmbito da OMC para reduzir o impacto da medida e defender os interesses dos trabalhadores e produtores do setor brasileiro.

A decisão chinesa de aplicar salvaguarda às importações globais de carne bovina cria uma cota anual de 1,1 milhão de toneladas para o Brasil. As exportações que ultrapassarem esse limite vão ser sobretaxadas em 55%.

Medidas de salvaguarda estão previstas nos acordos da Organização Mundial do Comércio. Elas servem para lidar com os excessos de importação, e não têm relação com combate a práticas desleais de comércio. Quando aplicada, ela atinge importações de todas as origens, e não de um único país.

De acordo com a Abrafrigo, entidade que representa os frigoríficos, o Brasil pode perder até 3 bilhões de dólares em 2026 com a medida da China, o que compromete o desempenho das exportações do setor, que devem superar 18 bilhões de dólares em 2025. Por isso, a entidade ressalta a necessidade de atuação diplomática com foco na expansão de novos mercados para suavizar os impactos comerciais das salvaguardas chinesas.

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