
Ucrânia
A Rússia lançou, na madrugada desta quinta-feira, o ataque mais pesado contra Kiev desde que o presidente americano Donald Trump tentou reunir Vladimir Putin e Volodimir Zelenski. Pelo menos 21 pessoas morreram e 45 ficaram feridas. A ação foi maciça, com o uso de 598 drones e 31 mísseis. A maioria foi usada em Kiev, mas houve ataques a outras 12 regiões, que ficaram novamente sem energia elétrica. O ataque à capital ucraniana também atingiu a missão da União Europeia e a sede do British Council, órgão de promoção da cultura britânica no exterior. A Comissão Europeia informou que não houve feridos, mas o ataque gerou queixas formais de líderes europeus. Zelenski chamou o ataque de “assassinato horrível e deliberado de civis” e disse que Putin prefere matar a negociar o fim da guerra. O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que seus alvos eram militares e ligados à infraestrutura energética da Ucrânia.
Estados Unidos
A Casa Branca anunciou, nesta quinta-feira, a demissão da diretora dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças, Susan Monarez, por não apoiar a agenda do secretário de Saúde, Robert Kennedy Jr. Os advogados de Monarez disseram que vão recorrer. A demissão ocorreu no mesmo dia em que funcionários de alto escalão do CDC anunciaram que vão deixar a instituição por não concordar com mudanças na política da agência estatal, especialmente no que se refere a vacinas. As renúncias coincidem com uma decisão do governo americano de restringir vacinas atualizadas contra a covid-19 para o período do outono e do inverno. Desde que assumiu o cargo, Kennedy tem promovido mudanças na política de vacinação dos Estados Unidos, com medidas baseadas no ceticismo que contradizem o consenso científico sobre a eficácia e a segurança das vacinas. Na semana passada, o Departamento de Saúde confirmou a nomeação de um crítico das vacinas contra covid para chefiar um subcomitê sobre a segurança dos imunizantes, o que indignou especialistas. Kennedy também destinou novos recursos para investigar uma suposta ligação entre vacinas e autismo, hipótese já desmentida por anos de pesquisas.
*Com informações da Agência Reuters
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