24 de Dezembro, 2025 12h12mSegurança por Rádio Agência Nacional

Polícia segue buscando 3 dos 4 presos soltos com alvarás falsos em MG

As autoridades ainda buscam três dos quatro presos que se valeram de ordem de soltura falsificados para escapar de um presídio em Minas Gerais. Os alvarás foram obtidos por meio de um hacker, que entrou no sistema e conseguiu as credenciais legítimas de juízes. No sábado (20), o grupo saiu normalmente pela porta da frente do Centro de Remanejamento de Presos Gameleira. Nessa terça-feira, um deles foi preso

As autoridades ainda buscam três dos quatro presos que se valeram de ordem de soltura falsificados para escapar de um presídio em Minas Gerais. Os alvarás foram obtidos por meio de um hacker, que entrou no sistema e conseguiu as credenciais legítimas de juízes.

No sábado (20), o grupo saiu normalmente pela porta da frente do Centro de Remanejamento de Presos Gameleira. Nessa terça-feira, um deles foi preso.

Segundo o Tribunal de Justiça de Minas, o esquema foi identificado menos de 24 horas depois, e os alvarás, cancelados. Os mandados de prisão foram restaurados e os órgãos de segurança acionados, com a devida apuração dos fatos.

O vice-governador do estado, Mateus Simões, disse que a fraude foi coordenada por um dos fugitivos, conhecido como “Dom”. Ele tinha sido preso no último dia 10 por integrar justamente uma quadrilha de fraudes eletrônicas em sistema de Justiça. Entre eles, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

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Mateus Simões garantiu que ninguém mais foi solto com essa fraude. E afirmou, que, a partir de agora vai atrasar o cumprimento de alvarás de soltura para conferir possíveis novas fraudes no sistema.

"Estamos mudando nosso procedimento de uma forma que não é a adequada. O adequado era receber o alvará de soltura e soltar a pessoa imediatamente. Se eu recebo um alvará de soltura, o Judiciário tá dizendo que a pessoa não tem que ficar presa. Mas vamos criar um procedimento de retardamento do cumprimento, para que a gente dê ao Judiciário condição de revalidar, porque o sistema deles está efetivamente invadido pela criminalidade".

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) informou que não houve invasão ou violação estrutural aos sistemas judiciais sob sua administração. E acrescentou que, até o momento, não há qualquer indício de falha sistêmica ou do envolvimento funcional de servidores.

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