24 de Setembro, 2025 16h09mSegurança por Rádio Agência Nacional

Polícia desmonta quadrilha de telemarketing que cobrava por "milagres"

Policiais civis da delegacia de Niterói, em conjunto com o Ministério Público do Rio de Janeiro, realizaram uma operação nesta quarta-feira (24) contra golpistas que se passavam por pastores. Os criminosos cobravam até R$1,5 mil para fazer orações e operar milagres. Os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão por crimes como estelionato, falsa identidade, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Luiz Henrique dos Santos Ferreira, o Pastor Henrique Santini, é tido como chefe do esquema

Policiais civis da delegacia de Niterói, em conjunto com o Ministério Público do Rio de Janeiro, realizaram uma operação nesta quarta-feira (24) contra golpistas que se passavam por pastores. Os criminosos cobravam até R$1,5 mil para fazer orações e operar milagres.

Os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão por crimes como estelionato, falsa identidade, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Luiz Henrique dos Santos Ferreira, o Pastor Henrique Santini, é tido como chefe do esquema.

Modo de funcionamento

A quadrilha atuava em todo país via central de telemarketing. As investigações da Operação Blasfêmia foram iniciadas em fevereiro deste ano e revelaram uma organização sofisticada, com dezenas de atendentes contratados por meio de anúncios em plataformas on-line de vendas. 

Uma vez contratados, eles eram orientados a se passar por um líder religioso de uma igreja em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro, durante atendimentos via WhatsApp. A quadrilha utilizava áudios previamente gravados com promessas de curas e milagres, condicionadas à realização de transferências bancárias via Pix. Os valores cobrados variavam entre R$ 20 e R$ 1,5 mil conforme o “tipo de oração” oferecida.

Para dificultar o rastreamento, havia uma rede de contas bancárias registradas em nome de terceiros. De acordo com as investigações, mais de R$ 3 milhões foram movimentados em um período de dois anos.

Os atendentes recebiam comissões proporcionais à arrecadação semanal e eram submetidos a metas de desempenho. Aqueles que não atingiam o valor mínimo estipulado eram dispensados.

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Ao todo, foram flagradas 42 pessoas realizando os atendimentos. Os policiais apreenderam 52 telefones, 6 notebooks e 149 cartões pré-pagos de telefonia móvel. Até o momento, o falso pastor e outras 22 pessoas foram denunciados.

A Justiça determinou o bloqueio das contas bancárias, sequestro de bens e o uso de tornozeleira eletrônica para o pastor Santini.

* Sob supervisão de Fábio Cardoso.

2:21

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