São Paulo, 15 de Outubro de 2026
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SAÚDE

Vacinação reduz internações por doenças causadas pelo HPV, diz estudo

Mais uma evidência dos benefícios da vacina contra o Papilomavírus Humano (HPV) foi identificada durante pesquisa

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Agência Brasil

Vacinação reduz internações por doenças causadas pelo HPV, diz estudo
Créditos: Agência Brasil

Mais uma evidência dos benefícios da vacina contra o Papilomavírus Humano (HPV) foi identificada durante  pesquisa. Após a implementação da vacina contra o HPV no Sistema Único de Saúde, em 2014, houve uma queda expressiva nas internações por duas doenças causadas pelo vírus: as verrugas anogenitais e a neoplasia intraepitelial cervical, doença precursora do câncer de colo de útero. 

O estudo analisou a taxa de hospitalizações de adolescentes e jovens - com idades de 15 a 19 anos - e comparou os dados do período pré-vacinal com o período após a introdução da vacina, utilizando os registros do Sistema de Informações Hospitalares.

Como os meninos só começaram a ser vacinados em 2017, a comparação foi feita entre este ano e 2019, mas também mostrou queda de 50,9% nas hospitalizações por verrugas anogenitais.

A pesquisa foi realizada pela empresa farmacêutica MSD e os resultados publicados na revista Human Vaccines and Immunotherapeutics.

Segundo Cintia Parellada, diretora executiva de Pesquisa de Dados de Mundo Real Latam da MSD e líder do estudo, a redução das doenças causadas pelo HPV por causa da vacinação é um marco histórico na saúde pública, mas, "para eliminar os cânceres causados pelo vírus, além de manter a cobertura vacinal alta, também é necessário ampliar o rastreamento e garantir tratamento adequado para todos os estágios da doença".

Outra pesquisa recente - realizada pela Fundação Oswaldo Cruz - havia detectado redução de 58% nos casos de câncer de colo de útero.

O HPV também pode causar outros tipos de câncer, como os de vulva, vagina, pênis, ânus e orofaringe. 

Cobertura vacinal 

A vacina contra o HPV é disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para o público-alvo, crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, e também pessoas com HIV, transplantadas e com câncer, usuários de PrEP (Profilaxia Pré-Exposição ao HIV) e pessoas com papilomatose respiratória recorrente. Desde 2024, a aplicação da vacina passou a ser em dose única, substituindo o modelo de duas doses. 

Os números - atualizados em 2024 - mostram que, para as meninas, a adesão à vacina é de 82,83% e para os meninos, é de 67%, o que coloca o Brasil muito acima da média global de 12% medida pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Entretanto, a cobertura ainda está abaixo da meta de 90%.

*Estagiária sob supervisão de Tâmara Freire

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