
Um médico que espalhou desinformação sobre o exame de mamografia é alvo de ação civil pública da AGU, Advocacia Geral da União, por meio da Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia.
Nesta quinta-feira (20), o órgão informou ter acionado a justiça federal em Minas Gerais, estado onde o médico exerce a profissão. Com isso, a AGU pede que ele seja condenado por danos morais coletivos, por disseminar informações falsas relacionadas à mamografia. Em postagens no perfil das redes sociais, o médico chega a afirmar que o exame pode aumentar a incidência de câncer de mama, o que já foi negado por especialistas.
Em outubro do ano passado, a Sociedade Brasileira de Mastologia chegou a soltar uma nota manifestando preocupação com o aumento no “número de notícias falsas a respeito do tratamento e da prevenção do câncer de mama” e alertou que essa é a “principal neoplasia maligna entre as mulheres brasileiras”: são mais de 70 mil novos casos por ano, aqui no país.
A ação da AGU pede que o médico pague R$ 300 mil em danos morais coletivos e que seja obrigado a apagar as postagens desinformativas; além de "publicar conteúdo pedagógico e informativo sobre a mamografia produzido pelo Ministério da Saúde”, no mês de outubro, época da campanha do Outubro Rosa, de prevenção ao câncer de mama.
Ao acionar a justiça, a AGU alega que a propagação dessas desinformações sobre o assunto pode desestimular mulheres a fazerem o exame preventivo, inclusive porque o médico tem mais de 1 milhão de seguidores em um dos perfis na internet.
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