13 de Agosto, 2026 16h08mPolítica por Rádio Agência Nacional

Brasil vai analisar indicação de embaixador dos EUA após as eleições

Em audiência na Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, o assessor da presidência, Celso Amorim, classificou o processo como os Estados Unidos indicaram o nome de um novo embaixador, como "bizarro". O Brasil confirmou que não vai levar adiante a indicação de Daniel Perez até o fim do período eleitoral. Na audiência, nessa quarta-feira (12), Amorim disse que o modo como foi indicado o nome do republicano desrespeitou os ritos da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas

Em audiência na Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, o assessor da presidência, Celso Amorim, classificou o processo como os Estados Unidos indicaram o nome de um novo embaixador, como "bizarro". O Brasil confirmou que não vai levar adiante a indicação de Daniel Perez até o fim do período eleitoral.

Na audiência, nessa quarta-feira (12), Amorim disse que o modo como foi indicado o nome do republicano desrespeitou os ritos da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas.

“E o que aconteceu, bizarramente nesse caso, é que os Estados Unidos não seguiram de maneira nenhuma. Primeiro, eles deram publicidade antes da concessão do agrément. E, talvez o mais grave, eles prosseguiram com o processo, dentro do senado americano com sem ter o agrément brasileiro. Isso é um comportamento totalmente contrário às regras internacionais. E é curioso também porque eu acho que essas coisas não podem ser vistas em abstrato. Isso não aconteceu assim por acaso. Os Estados Unidos ficaram mais um ano e meio sem embaixador aqui”.

O tempo para aprovar o nome de Perez fez os EUA cancelarem o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Viotti. Celso Amorim disse que o Brasil não "recusou" o nome indicado, mas que suspendeu o processamento de qualquer pedido até o fim do período eleitoral. A medida seria uma forma de preservar a soberania nacional diante de tentativas de interferência externa.

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“Em julho, matéria do Washington Post revelou que dois funcionários do departamento de estado, Samuel Samson e Riley Barnes, pretendiam vir ao Brasil com o objetivo de colocar em dúvida a transparência e integridade do sistema eleitoral brasileiro. Os vistos foram, naturalmente, denegados”.

O embaixador Celso Amorim foi convidado à Comissão da Câmara dos Deputados para comentar, entre outros assuntos, a decisão dos EUA de classificar as facções criminosas do Brasil como organizações terroristas.

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