04 de Fevereiro, 2026 13h02mPolítica por Rádio Agência Nacional

Caso Master: senadores querem acesso a documentos sigilosos

A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) vai acompanhar de perto as investigações sobre o Banco Master. Os 12 senadores da subcomissão criada para isso nessa quarta-feira (4) já têm uma série de agendas. Entre elas, reuniões com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, com o Supremo Tribunal Federal, e também com a Polícia Federal. O presidente da CAE, senador Renan Calheiros, disse que a ideia é investigar quem quer que seja

A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) vai acompanhar de perto as investigações sobre o Banco Master. Os 12 senadores da subcomissão criada para isso nessa quarta-feira (4) já têm uma série de agendas. Entre elas, reuniões com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, com o Supremo Tribunal Federal, e também com a Polícia Federal. 

O presidente da CAE, senador Renan Calheiros, disse que a ideia é investigar quem quer que seja. E deu o tom:

"Nós vamos requisitar toda documentação, inclusive as sigilosas, para também contribuir e investigar esta lama malcheirosa. O fundo do Master era o fundo do poço e alguns poderosos agiram na sombra para evitá-lo e até reverter-lo".

Vorcaro na CPMI do INSS

E a CPI Mista do INSS também quer investigar esse caso. Ampliar o escopo dos trabalhos. Tanto é que vai ouvir o dono do banco, Daniel Vorcaro, no próximo dia 19, depois do Carnaval. Depoimento inicialmente marcado para esta quinta-feira (5), mas que foi reagendado depois que a defesa do empresário firmou o compromisso de não pedir habeas corpus no STF para ficar calado.

Já na Câmara, a criação da CPI do Master deve ficar para depois. Mesmo com as assinaturas suficientes, o presidente da Casa, Hugo Motta, avisou: vai ter de seguir a fila.

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Acordo UE-Mercosul

Outro assunto que o Senado quer acompanhar é o Acordo Mercosul-União Europeia. O grupo de trabalho vai funcionar no âmbito da Comissão de Relações Exteriores. O presidente da Comissão, senador Nelsinho Trad, disse que a ideia é dar, no Senado, a mesma rapidez que a proposta terá na Câmara. E acompanhar o depois do acordo assinado. Isso porque a implantação do acordo é escalonada. Dependendo do setor, as novas regras entram em vigor agora ou até daqui a sete, dez anos.

"O grupo de trabalho vai ficar totalmente focado e voltado para os desdobramentos da implantação do acordo de livre comércio. A gente quer criar um canal - e é esse grupo de trabalho - para se determinado setor se sentir prejudicado, tiver alguma dúvida. que acione esse grupo de trabalho, nós vamos fazer as interlocuções pertinentes com os ministérios afins."

Na Câmara, a previsão é de conclusão da votação do acordo Mercosul-União Europeia após o Carnaval. Na semana que vem, dia 10, a Comissão do Parlasul se reúne para analisar o texto que tem 480 páginas e deve ter como relator o deputado Arlindo Chinaglia, que já foi presidente da Câmara e hoje é preside a Comissão do Parlasul.

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