09 de Dezembro, 2025 11h12mPolítica por Rádio Agência Nacional

Lewandowski pede que partidos evitem candidatos ligados a facções

Ao participar de audiência pública na CPI do Crime Organizado, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, fez um apelo para que os presidentes de partidos façam uma espécie de triagem para evitar a entrada de candidatos ligados a facções. "Já fiz um apelo aos presidentes dos partidos que só uma atitude repressiva, policial, ou só os cuidados da Justiça Eleitoral não é suficiente. Os presidentes dos partidos políticos têm a responsabilidade de fazer a triagem", disse

Ao participar de audiência pública na CPI do Crime Organizado, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, fez um apelo para que os presidentes de partidos façam uma espécie de triagem para evitar a entrada de candidatos ligados a facções.

"Já fiz um apelo aos presidentes dos partidos que só uma atitude repressiva, policial, ou só os cuidados da Justiça Eleitoral não é suficiente. Os presidentes dos partidos políticos têm a responsabilidade de fazer a triagem", disse.

Ele ainda fez uma reflexão: o mundo do crime está cada vez mais sofisticado. Chegou a setores essenciais como combustíveis, coleta de lixo, serviços de internet. Para isso, é preciso que todas as forças policiais, sejam federais, estaduais ou municipais, tenham um trabalho integrado.

"O crime hoje é um crime que está, lamentavelmente, migrando da ilegalidade para a legalidade. Quer dizer, ele está se infiltrando no setor de combustíveis, no setor de coleta de lixo, no setor da construção civil, enfim, no setor até de streaming", diz.

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O ministro também falou de orçamento, aliás, da falta dele. Reclamou do contingenciamento de verbas e falou que o Ministério está de mãos atadas:

"Quase meio bilhão de contingenciamento. Estamos de mãos amarradas, Senador, estamos de mãos absolutamente amarradas. Outro dia, numa discussão ministerial no governo, mostrando esses dados pífios do ponto de vista de investimento na segurança, mas é algo que não é desse governo, vem de muito tempo atrás, porque segurança sempre foi um tabu, ninguém quer investir em segurança, não dá votos, lamentavelmente, não dá prestígio, segurança, sobretudo em presídio", aponta.

Ricardo Lewandowski também foi questionado sobre a PEC da Segurança Pública, que está em discussão na Câmara, e sobre o PL Antifacção, que será votado esta semana no Senado. Afirmou que vê com bons olhos a proposta de tributar as bets e destinar os recursos para o Fundo de Segurança Pública. Segundo ele, sem verba perene e substantiva, não se pode enfrentar o crime organizado.

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