São Paulo, 15 de Outubro de 2026
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Guilherme Boulos: "Bolsonaro quis dar uma de ferreiro"

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, classificou como legítima e justificada a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro decretada pelo Supremo Tribunal Federal. A declaração de Boulos aconteceu durant

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Rádio Agência Nacional

Guilherme Boulos: "Bolsonaro quis dar uma de ferreiro"
Créditos: Rádio Agência Nacional

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, classificou como legítima e justificada a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro decretada pelo Supremo Tribunal Federal.

A declaração de Boulos aconteceu durante participação no programa Bom dia, Ministro, da EBC, nesta terça-feira (25).

Bolsonaro foi detido, no último sábado, por risco de fuga, ameaça à ordem pública e por violar a tornozeleira eletrônica. Para o ministro, o ex-presidente quis dar uma de ferreiro.

"Se alguém tinha alguma dúvida sobre a legitimidade e a justificativa da decisão de prisão do Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal, essa dúvida acabou. O cara meteu uma solda? Quis dar uma de ferreiro, dar uma solda numa tornozeleira eletrônica. Eu acho que as pessoas colhem o que plantam. O Bolsonaro tá pagando pelo que fez." 

O ministro comentou a articulação da oposição para acelerar o andamento do Projeto da Anistia na Câmara dos Deputados.

"Essa turma que fica falando de anistia, dia sim, o outro também, devia ter vergonha na cara. Na hora de ir lá, planejar golpe, quebrar tudo, era todo mundo valentão. Aí, na hora de responder pelo seu crime, fica embaixo da cama dizendo: por favor, me dá anistia. As pessoas têm que ter responsabilidade para pagar o preço das suas escolhas. Quisesse anistia, não tentasse golpe de Estado". 

O ministro voltou a defender o fim da escala 6x1. Ele disse que o governo estuda uma forma de compensação fiscal para os pequenos empresários.

"Aquela pessoa que tem ali uma pastelaria com dois funcionários, aquela pessoa que tem ali uma oficina mecânica, uma funilaria, que tem ali três ajudantes. Essa pessoa, talvez, precise, num momento de transição, de um apoio do governo para poder se adaptar pelo fim da escala 6x1, algum tipo de compensação fiscal.". 

Boulos afirmou ainda que o governo estuda a viabilidade econômica da criação de uma tarifa zero no transporte público nacional. Segundo ele, a medida conta com a simpatia do presidente Lula e está em análise no Ministério da Fazenda.

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