São Paulo, 15 de Outubro de 2026
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Moraes vota pela condenação de sete réus do Núcleo 3 da trama golpista

O ministro Alexandre de Moraes votou pela absolvição do general Estevam Theophilo Gaspar de Oliveira no julgamento do Núcleo 3 da trama golpista, que inclui militares das Forças Especiais do Exército, os “kids pretos”. Teophilo era acusado de ter par

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Rádio Agência Nacional

Moraes vota pela condenação de sete réus do Núcleo 3 da trama golpista
Créditos: Rádio Agência Nacional

O ministro Alexandre de Moraes votou pela absolvição do general Estevam Theophilo Gaspar de Oliveira no julgamento do Núcleo 3 da trama golpista, que inclui militares das Forças Especiais do Exército, os “kids pretos”. Teophilo era acusado de ter participado de uma reunião com o ex-presidente Jair Bolsonaro, em que teriam discutido o plano de golpe.

Segundo o ministro Moraes, o depoimento do general Freire Gomes acabou gerando dúvidas razoáveis sobre a participação de Theophilo no plano.

"As duas únicas provas que restaram são provas diretamente ligadas à colaboração premiada. Uma vez que o depoimento do General Freire Gomes esclareceu que não só autorizou a ida do seu subordinado, como depois teve conhecimento que a conversa foi só para desopilar. E nós temos só duas pessoas que participaram da conversa, o líder da organização criminosa, o réu Jair Messias Bolsonaro, e o general Theophilo", afirmou.

Em outros dois casos, o ministro defendeu a desclassificação para crimes mais leves. Segundo Moraes, as ações do tenente-coronel Ronald de Araújo Júnior e do coronel Márcio Resende Junior se enquadram nos crimes de incitação e de associação criminosa, mais brandos.

Com relação aos outros sete réus, o ministro votou pela condenação por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.   

São eles: os coronéis Bernardo Corrêa Netto e Fabrício de Bastos; os tenentes-coronéis Hélio Lima, Rafael Martins de Oliveira, Rodrigo Bezerra de Azevedo e Sérgio Cavaliere e o policial federal Wladimir Soares.

Na apresentação do voto, Alexandre de Moraes mostrou mensagens trocadas entre os réus que discutiam formas descredibilizar as urnas eletrônicas e o planejamento de uma reunião e ações para influenciar superiores. O ministro mostrou também mapas construídos com dados de antenas de celulares que mostraram dois dos réus monitorando a residência do próprio ministro. 

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