13 de Outubro, 2025 13h10mPolítica por Rádio Agência Nacional

Na Itália, Lula diz que é preciso "incluir os pobres no orçamento"

O presidente Lula afirmou nesta segunda-feira que é hora de incluir os pobres no orçamento e que não há investimento melhor para a economia global do que o combate à fome e à pobreza. Em Roma, na Itália, Lula discursou na abertura do Fórum Mundial da Alimentação, principal evento da FAO, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e a Agricultura. O presidente destacou os 80 anos da FAO como exemplo de multilateralismo

O presidente Lula afirmou nesta segunda-feira que é hora de incluir os pobres no orçamento e que não há investimento melhor para a economia global do que o combate à fome e à pobreza. Em Roma, na Itália, Lula discursou na abertura do Fórum Mundial da Alimentação, principal evento da FAO, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e a Agricultura. O presidente destacou os 80 anos da FAO como exemplo de multilateralismo. Lula comentou a saída do Brasil do "Mapa da Fome", que beneficiou 30 milhões de pessoas nos últimos dois anos. Para o presidente, é preciso uma política de Estado para garantir alimentos aos mais pobres.

"Não se trata de assistencialismo. É preciso colocar os pobres no orçamento e transformar esse objetivo em política de Estado, para evitar que o avanço fique à mercê de crises ou marés políticas. Estamos interrompendo o ciclo de exclusão. Um país soberano é um país capaz de alimentar o seu povo", disse.

O presidente defendeu a taxação de super-ricos para garantir alimentos a mais de 670 milhões de pessoas atingidas pela fome. Para Lula, é necessária uma reforma da arquitetura financeira internacional para garantir recursos.

"A fome é inimiga da democracia e do pleno exercício da cidadania. Mas governos só podem agir se dispuserem de meios. Por isso, ampliar o financiamento ao desenvolvimento, reduzir os custos de empréstimos, aperfeiçoar sistemas tributários e aliviar as dívidas dos países mais pobres são medidas cruciais", declarou.

O presidente comentou também a relação entre os conflitos armados e a fome.

"A fome é irmã da guerra, seja ela travada com armas e bombas, ou com tarifas e subsídios. Da tragédia em Gaza, a paralisação da Organização Mundial do Comércio, a fome tornou-se sintonia do abandono das regras e das instituições multilaterais", falou.

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Lula disse ainda que justiça climática e combate à fome andam juntos. Ele destacou a importância da COP30, a Cúpula do Clima, em novembro, em Belém do Pará.

"Não haverá justiça climática se o enfrentamento ao aquecimento global não caminhar lado a lado com o combate à fome e à pobreza. Entrelaçar essas duas lutas será a missão da COP30 em Belém. Vamos lançar em Belém o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, que vai remunerar tanto quem investe, quanto quem mantém a floresta em pé", completou.

Lula também participou da reunião do Conselho de Campeões da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e inaugurou o mecanismo de apoio da iniciativa na sede da FAO. O presidente retorna ao Brasil ainda nesta segunda-feira (13).

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