São Paulo, 17 de Outubro de 2026
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Brics: como o bloco surgiu e quais as pautas atuais

Em uma sala da Assembleia Geral das Nações Unidas, em 2001, representantes de Brasil, Rússia, Índia e China constataram uma confluência nos interesses por temas que estruturassem melhor o diálogo entre eles. E decidiram trabalhar em torno de uma agen

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Rádio Agência Nacional

Brics: como o bloco surgiu e quais as pautas atuais
Créditos: Rádio Agência Nacional

Em uma sala da Assembleia Geral das Nações Unidas, em 2001, representantes de Brasil, Rússia, Índia e China constataram uma confluência nos interesses por temas que estruturassem melhor o diálogo entre eles. E decidiram trabalhar em torno de uma agenda que fortalecesse a cooperação econômica, política e social, e aumentasse a influência dessas nações, chamadas de Sul Global na governança internacional.

Assim surgiu o BRIC. Dez anos depois, a África do Sul se juntou ao grupo e a sigla ganhou um S. Hoje, já são 11 países no agrupamento e mais 10 parceiros.

Nos dias 06 e 07 de Julho, os chefes de estado do BRICS se reúnem no Rio de Janeiro para a reunião de cúpula do grupo, no Museu de Arte Moderna, onde vão debater temas sobre os três pilares do grupo: política e segurança, economia e finanças e sociedade civil.

A presidência do Brics é rotativa, e este ano está com o Brasil, que dá o contorno das discussões. E, diante dessa prerrogativa, o presidente Lula incluiu nos debates o combate à fome e a preservação do meio ambiente.

Na avaliação da professora Beatriz Bíssio, do Instituto de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), como membro fundador do grupo, o Brasil encontra espaço para debater temas de interesse da diplomacia brasileira, com a confiança que a pauta será desenvolvida e, na medida do possível, implementada.

Para mobilizar recursos para o financiamento de projetos de infraestrutura e de desenvolvimento sustentável, o Brics criou, em 2014, o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD). Desde 2023, o banco é presidido por Dilma Rousseff.

Há 96 projetos aprovados até o momento, com total de financiamento de US$ 32,8 bilhões. O NBD tem sede na China e escritórios no Brasil e na Índia.

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