16 de Agosto, 2026 17h08mMeio Ambiente por Rádio Agência Nacional

COP 17 sobre desertificação inicia na Mongólia

Ao todo, 197 países devem enviar representação para a 17ª Sessão da Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação, a COP 17, que começou neste domingo, horário local, na Mongólia. Com o tema "Restaurando a terra

Ao todo, 197 países devem enviar representação para a 17ª Sessão da Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação, a COP 17, que começou neste domingo, horário local, na Mongólia.

Com o tema "Restaurando a terra. Restaurando a esperança", o avanço da seca para lugares antes considerados menos vulneráveis será um dos temas centrais em debate ao longo dos 12 dias de programação da COP realizada no país asiático, voltada exclusivamente para as questões envolvendo a desertificação.

Além dos representantes das nações, líderes governamentais, empresariais e da sociedade civil, cientistas, povos indígenas e outros grupos sociais estarão reunidos em Ulaanbaatar, capital da Mongólia, para trocar experiências, compartilhar estudos, reforçar ações e buscar apoio financeiro na busca por soluções para a desertificação, a degradação do solo e a seca, além de discutir como esses cenários podem influir na segurança alimentar, na segurança hídrica e no deslocamento em massa de pessoas que fogem das condições adversas impostas pelo clima. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a degradação do solo já afeta até 40% das terras do mundo.

O espaço Blue Zone, na área principal da conferência, abrigará o Pavilhão Brasil, onde ocorrerão debates e apresentações de tecnologias, políticas públicas, projetos de Organizações não-governamentais (ONGs) e de instituições de pesquisa. Entre os destaques estão a apresentação do Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca, que orienta ações nacionais em relação ao tema. Também haverá interlocução sobre o programa Recaatingar, iniciativa voltada à recuperação de áreas degradadas da Caatinga.

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Já a ASA, Articulação Semiárido Brasileiro, rede formada por mais de 3 mil organizações da sociedade civil, levará para a COP tecnologias sociais e outras ações práticas de convivência com o semiárido como soluções para o combate à desertificação, destacando a importância das vozes de quem convive diariamente com esse cenário climático e ambiental, como ressalta Ivi Aliana, coordenadora executiva da articulação.

"Entendendo e reconhecendo que combater a desertificação passa necessariamente pelo fortalecimento das comunidades, da agricultura familiar, dos modos de vida, que convivem com o clima da região, ou seja, passa pelas pessoas, apresentando as nossas estratégias de convivência construída ao longo de décadas, pelas nossas organizações, agricultores, agricultoras, povos e comunidades tradicionais do nosso território,  fazendo com que a gente possa garantir que os recursos e condições para que as comunidades permaneçam e produzam em seus territórios."

A COP 17 de Combate à Desertificação terá programação até o dia 28 de agosto.

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