07 de Agosto, 2026 12h08mMeio Ambiente por Rádio Agência Nacional

“Super El Niño" pode levar quase 50 milhões de pessoas à fome aguda

Um "Super El Niño" pode levar quase 50 milhões de pessoas à fome aguda até o fim de 2027. A situação deve atingir com mais intensidade as populações mais vulneráveis de 45 países. A maioria dessas pessoas vive na América Central e no sul da África, alcançando também o leste do continente africano, além do sul e do sudeste da Ásia. Entre os países mais afetados estão Sudão do Sul, Chade, Mauritânia, Uganda, Mianmar, Guatemala e El Salvador

Um "Super El Niño" pode levar quase 50 milhões de pessoas à fome aguda até o fim de 2027. A situação deve atingir com mais intensidade as populações mais vulneráveis de 45 países.

A maioria dessas pessoas vive na América Central e no sul da África, alcançando também o leste do continente africano, além do sul e do sudeste da Ásia.

Entre os países mais afetados estão Sudão do Sul, Chade, Mauritânia, Uganda, Mianmar, Guatemala e El Salvador. Nesses territórios, pessoas passam dias inteiros sem se alimentar, enfrentam magreza extrema ou precisam vender seus bens para conseguir comprar comida.

O El Niño é um fenômeno climático natural que ocorre quando as águas do Oceano Pacífico Equatorial se aquecem acima da média. Essa mudança afeta a circulação da atmosfera e dos ventos, alterando os padrões de chuva, seca, inundações e temperaturas em diversas regiões do planeta.

O coordenador do Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites da Universidade Federal de Alagoas, Humberto Alves Barbosa, detalha os impactos desse fenômeno climático.

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“O El Niño gera insegurança alimentar ao destruir colheitas, encarecer os preços e dificultar a distribuição de comida. Isso acontece por meio da redução da oferta de itens básicos, do impacto de renda dos produtores rurais e da interrupção no transporte de mantimentos. Outro ponto importante é o calor excessivo. As altas temperaturas diminuem a produtividade do campo e afetam a criação de animais”. 

Segundo as Nações Unidas, o número de pessoas em situação de insegurança alimentar aguda poderá aumentar 22% até 2027. O dado revela a dimensão atual da crise global de fome e desnutrição.

A ONU destaca a urgência de salvar vidas e proteger os meios de subsistência das populações mais vulneráveis. Para a organização, a elaboração de planos de prevenção para enchentes, secas e tempestades, antes que esses eventos ocorram, pode reduzir as necessidades humanitárias no futuro.

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