08 de Julho, 2026 17h07mMeio Ambiente por Rádio Agência Nacional

Relatório aponta que 213 barragens do país estão em situação crítica

O relatório anual da ANA, Agência Nacional de Águas, divulgado nesta quarta-feira (8), traz um dado preocupante: das mais de 14 mil barragens que se enquadram na Política Nacional de Segurança de Barragens, 213 estão em situação crítica. Os dados apontam que elas apresentam risco alto de acidentes e podem atingir estradas, pontes e, principalmente, pessoas que vivem nas proximidades

O relatório anual da ANA, Agência Nacional de Águas, divulgado nesta quarta-feira (8), traz um dado preocupante: das mais de 14 mil barragens que se enquadram na Política Nacional de Segurança de Barragens, 213 estão em situação crítica. Os dados apontam que elas apresentam risco alto de acidentes e podem atingir estradas, pontes e, principalmente, pessoas que vivem nas proximidades.

O levantamento mostra que a mineração lidera a lista de estruturas prioritárias, com 55 barragens, seguida pelo abastecimento público de água, com 51. Essas estruturas estão espalhadas por 19 estados e pelo Distrito Federal, com destaque para o Ceará, Mato Grosso e São Paulo.

Outro dado relevante é que, em 2025, o país registrou 18 acidentes e 23 incidentes em barragens. Ninguém morreu, mas houve evacuação de áreas urbanizadas e danos em infraestruturas importantes. Nos acidentes, as estruturas das barragens colapsaram, enquanto nos incidentes elas foram afetadas, com risco de rompimentos.

É importante destacar que esses números se referem apenas às barragens já enquadradas na legislação. O cadastro total do sistema nacional é bem maior: são quase 30 mil estruturas. O problema é que 48% delas ainda têm situação indefinida — e faltam informações essenciais para saber se representam ou não perigo à população.

Entre as estruturas que já estão classificadas, pouco mais de 8 mil estão em condições adequadas. Outras 6.600 apresentam dano potencial associado médio ou alto.

As condições de fiscalização também acenderam um alerta vermelho. Pela primeira vez desde o desastre de Brumadinho, em 2019, caiu o número de profissionais dedicados à segurança de barragens. Hoje são 333 especialistas atuando em todo o país, mas o déficit é de 221 fiscais exclusivos para a função.

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Apesar da equipe reduzida, os órgãos fiscalizadores aumentaram as vistorias. As inspeções de campo cresceram 2% e as análises documentais tiveram alta de 49% em relação ao ano anterior.

O relatório já foi encaminhado ao Congresso Nacional e está disponível no portal do Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens, no endereço www.snisb.gov.br/.

* Com informações da Agência Brasil

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