25 de Maio, 2026 08h05mMeio Ambiente por Rádio Agência Nacional

Pesquisadores desenvolvem fertilizantes menos prejudiciais ao ambiente

Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) estão desenvolvendo fertilizantes orgânicos mais sustentáveis e menos prejudiciais ao meio ambiente. O estudo, realizado pelo grupo de pesquisa em solo e águas subterrâneas, busca reduzir o lançamento de gases de efeito estufa na atmosfera. O setor agrícola está entre os principais emissores desses gases por espalhar o óxido nitroso, que é 300 vezes mais prejudicial à atmosfera se comparado com o gás carbônico

Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) estão desenvolvendo fertilizantes orgânicos mais sustentáveis e menos prejudiciais ao meio ambiente. O estudo, realizado pelo grupo de pesquisa em solo e águas subterrâneas, busca reduzir o lançamento de gases de efeito estufa na atmosfera. O setor agrícola está entre os principais emissores desses gases por espalhar o óxido nitroso, que é 300 vezes mais prejudicial à atmosfera se comparado com o gás carbônico.

Os fertilizantes desenvolvidos pelo grupo de pesquisa são feitos a partir de resíduos da pecuária leiteira, da agroindústria da cana de açúcar e olivicultura. O professor do Departamento de Engenharia Sanitária Ambiental da UFMG, Vitor Moreira, explicou o motivo do desenvolvimento desse adubo. 

“Geralmente os setores agroindustriais têm efluentes líquidos, então resíduos que são líquidos, que são gerados, e resíduos que são sólidos. E a gente tem uma ideia de evitar descartar esses resíduos, jogar fora de uma maneira inadequada que vai ter um impacto ambiental. E nessa linha, quando a gente olhou para esses resíduos e a gente caracterizou, para alguns setores, para algumas indústrias, esses resíduos apresentavam um alto teor de nutrientes. Então nossa ideia é, que não transformar esses resíduos em fertilizantes?”

Vitor Moreira afirma que o fertilizante já apresentou resultados positivos em plantas e no solo.

“A gente pegou esses materiais que foram sintetizados e testou em diferentes culturas. Como alface, a gente testa hoje com oliveiras, a gente já testou com plantas que são utilizadas para a produção de alimentação animal, do gado”. E a gente observou o maior crescimento das plantas, uma maior umidade no solo, e a gente conseguiu monitorar até mesmo o desenvolvimento dos microorganismos ali no solo. Idealmente, a gente quer que esses microorganismos sejam diversos, mais diversificado possível”.

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Agora, os pesquisadores buscam financiamento junto a empresas e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais para iniciar a fase de testes de uso do produto em lavouras e culturas. 

Pelo cronograma, o fertilizante vai passar por esse período de avaliação e, depois dessa etapa, poderá ser feito em escala industrial e vendido comercialmente. Esse processo pode levar a cerca de 36 meses. 

*Com produção de Salete Sobreira e supervisão de Roberta Lopes.

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