13 de Abril, 2026 09h04mMeio Ambiente por Rádio Agência Nacional

Temperatura de João Pessoa subiu mais de quatro graus em nove anos

De 2013 a 2022, em um intervalo de nove anos, a temperatura de João Pessoa, capital da Paraíba, subiu mais de quatro graus celsius. A constatação é de uma pesquisa da Universidade Federal da Paraíba. Os dados foram levantados pelo projeto de extensão Pedagogia Urbana. A pesquisa também desenvolveu uma plataforma digital chamada StoryMap para engajar a sociedade e gestores nas ações. A geógrafa e coordenadora do grupo, Andréa Porto, explica como se deu o estudo e que o calor tem relação com questões variadas

De 2013 a 2022, em um intervalo de nove anos, a temperatura de João Pessoa, capital da Paraíba, subiu mais de quatro graus celsius. A constatação é de uma pesquisa da Universidade Federal da Paraíba. Os dados foram levantados pelo projeto de extensão Pedagogia Urbana. A pesquisa também desenvolveu uma plataforma digital chamada StoryMap para engajar a sociedade e gestores nas ações. A geógrafa e coordenadora do grupo, Andréa Porto, explica como se deu o estudo e que o calor tem relação com questões variadas.

"Esta pesquisa fez análise da temperatura de superfície. Foram coletadas imagens de satélite, selecionadas aquelas mais limpas, ou seja, aquelas que não têm nuvem, por ano, para fazer a análise dessa temperatura. Então de 2013 a 2022 se detectou, sim, um aumento de 4,5 da temperatura. Os fatores são vegetação, a impermeabilização do solo, outro ponto é a presença de equipamentos de refrigeração. E geralmente aonde a verticalização é maior, essa variável vai influenciar muito. O trânsito intenso durante todo o dia também contribui para o aumento dessa temperatura."

Em João Pessoa, os bairros de Manaíra, Tambaú e Jardim Oceania apresentaram o maior índice de desconforto térmico nos últimos anos. O educador físico Lucas Vieira vive em uma das áreas mais afetadas.

"Moramos aqui nas imediações do Jardim Oceania há mais de 10 anos e a mudança de temperatura nesse meio tempo foi gritante. Antigamente, em alguns momentos do ano a gente ainda conseguia ficar, por exemplo, na sala de casa sem um ventilador, em um quarto. Hoje em dia isso não é mais possível."

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Uma perspectiva que conforta a todos é a de reverter esse aumento. Andréa conclui.

"Se reverte restaurando as áreas que foram degradadas. A outra forma de reverter é mudar a lei de uso e ocupação do solo mesmo e colocar dentro dela padrões construtivos mais ecológicos. E tentar fazer um controle, aí entra mais também na questão do universo particular, repensar as formas de deslocamento na cidade."  

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