29 de Janeiro, 2026 14h01mMeio Ambiente por Rádio Agência Nacional

Vazamento de estruturas da Vale em Congonhas não afetou moradias

O tamanho do dano ambiental causado pelo vazamento de estruturas da mineradora Vale, na região da cidade de Congonhas, em Minas Gerais, ainda precisa de mais análises para ser realmente mensurado. A afirmação é do secretário municipal e Meio Ambiente, João Lobo. Segundo ele, o impacto dos vazamentos que ocorreram no último fim de semana foi restrito ao meio ambiente. Nos rios, é possível observar alteração na cor da água e assoreamento

O tamanho do dano ambiental causado pelo vazamento de estruturas da mineradora Vale, na região da cidade de Congonhas, em Minas Gerais, ainda precisa de mais análises para ser realmente mensurado. A afirmação é do secretário municipal e Meio Ambiente, João Lobo.

Segundo ele, o impacto dos vazamentos que ocorreram no último fim de semana foi restrito ao meio ambiente. Nos rios, é possível observar alteração na cor da água e assoreamento.

"Os impactos eles estão realmente mais na esfera ambiental, que a gente vai estar falando aqui de assoreamento, a gente vai estar falando de turbidez da água elevada, a gente vai estar falando de talvez a presença de alguns metais que a gente vai ter que fazer análises químicas, a gente ainda não conhece, mas o que a gente percebe é que as características físico-químicas do rio que estão alteradas".

De acordo com a prefeitura, foram 300 mil metros cúbicos de lama no primeiro vazamento, na mina da Fábrica. O segundo, na mina Viga, ainda precisa ser medido, mas parece ser maior, afirma o secretário.

"Já no segundo, nós ainda não temos nenhum dado de qual foi o volume real. Visualmente, ele parece um impacto maior, porque ele conseguiu fazer um represamento de um córrego. Então ele está acumulando material e visivelmente ele parece mais pesado".

Lama atingiu rio

Um dos rios atingidos pela lama foi o Maranhão, que é afluente do Paraopeba, contaminado pela tragédia de Brumadinho, há 7 anos. A situação atual é monitorada, devido ao risco de a lama do rio Maranhão alcançar o Paraopeba.

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O professor de engenharia sanitária da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Marcelo Libânio, explica que as chuvas podem fazer com que o possível impacto seja menor. 

"Sempre tem impacto ambiental, de aumentar a concentração de sólidos. Vai depender da magnitude dessa concentração, da vazão afluente dessa lama em relação à vazão do curso d'água. Então, por esse prisma, o impacto tende a ser um pouco menor porque nós estamos em período chuvoso. O mês de janeiro foi pródigo, aqui na região metropolitana de Belo Horizonte, quase todos os mananciais sociais estão muito próximos da média histórica, alguns até passaram".

De acordo com a prefeitura de Congonhas, nenhum morador foi prejudicado pelos vazamentos, nem o abastecimento da cidade foi afetado.

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