São Paulo, 17 de Outubro de 2026
Últimas notícias
EconomiaCACB cobra atualização de todas as faixas do Simples Nacional ainda este anoGeralEl Niño: agro do Nordeste deve priorizar conservação do solo, uso eficiente da água e formação de reservasPolíticaFlávio Bolsonaro mantém vantagem sobre Lula no segundo turno, aponta análise de dez pesquisasAgronegóciosCafé, açúcar e milho: confira cotações para esta sexta-feira (16)AgronegóciosBoi gordo, frango e suíno: confira cotações para esta sexta-feira (16)GeralProspera MEI: profissionais do turismo esperam ampliar negócios com apoio financeiroGeralNovo SAC: consumidor terá direito a falar com uma pessoa das 8h às 20h, todos os diasMeio AmbienteSeis anos de espera: entidades recorrem à Justiça para fazer valer lei dos descartáveis em São Paulo (SP)PolíticaEmendas parlamentares ajudam a conquistar votos, mas não garantem reeleição, aponta FGVAgronegóciosSoja sobe no Paraná; trigo tem variação nos preçosEconomiaCACB cobra atualização de todas as faixas do Simples Nacional ainda este anoGeralEl Niño: agro do Nordeste deve priorizar conservação do solo, uso eficiente da água e formação de reservasPolíticaFlávio Bolsonaro mantém vantagem sobre Lula no segundo turno, aponta análise de dez pesquisasAgronegóciosCafé, açúcar e milho: confira cotações para esta sexta-feira (16)AgronegóciosBoi gordo, frango e suíno: confira cotações para esta sexta-feira (16)GeralProspera MEI: profissionais do turismo esperam ampliar negócios com apoio financeiroGeralNovo SAC: consumidor terá direito a falar com uma pessoa das 8h às 20h, todos os diasMeio AmbienteSeis anos de espera: entidades recorrem à Justiça para fazer valer lei dos descartáveis em São Paulo (SP)PolíticaEmendas parlamentares ajudam a conquistar votos, mas não garantem reeleição, aponta FGVAgronegóciosSoja sobe no Paraná; trigo tem variação nos preços

Pesquisa: carne de caça é essencial na dieta dos povos originários

Um estudo divulgado pelo INPA mostra que manter a floresta Amazônica em pé é essencial para garantir a alimentação de povos indígenas e comunidades tradicionais. A pesquisa revela quanto a carne de animais silvestres representa na dieta dessas popula

R

Rádio Agência Nacional

Pesquisa: carne de caça é essencial na dieta dos povos originários
Créditos: Rádio Agência Nacional

Um estudo divulgado pelo INPA mostra que manter a floresta Amazônica em pé é essencial para garantir a alimentação de povos indígenas e comunidades tradicionais. A pesquisa revela quanto a carne de animais silvestres representa na dieta dessas populações e como o desmatamento ameaça esse recurso.

De acordo com a pesquisa, florestas saudáveis garantem que povos amazônicos tenham acesso à carne de caça, uma das principais fontes de proteína dessas comunidades. O estudo analisou mais de 600 comunidades ao longo de quase 60 anos e mostrou que, em áreas preservadas, a caça tradicional fornece nutrientes essenciais, como proteína, ferro e vitaminas, fundamentais para a saúde dessas populações.

A pesquisa mostrou uma diversidade surpreendente de animais consumidos, envolvendo 490 espécies, sendo a paca a mais caçada na Amazônia.

Especialistas explicam que a carne silvestre, em algumas regiões, pode representar até metade da proteína consumida pelas famílias que vivem na floresta.

Mas o relatório traz um alerta: onde há desmatamento, há menos animais. Em áreas com mais de 70% de floresta perdida, que corresponde a cerca de 500 mil km², houve uma redução de 67% na quantidade de animais e da produtividade da carne, com impacto direto nas comunidades, de acordo com um dos autores do artigo, o ecólogo de fauna André Antunes.

“Em regiões que você tem uma maior degradação, principalmente pelo desmatamento, você passa a ter uma menor disponibilidade de animais de caça e isso, provavelmente, vai ter reflexo na própria segurança alimentar e nutricional dessas pessoas que passam a depender, de carnes domésticas. Provavelmente o frango, que é mais barato. Que, em geral é um tipo de carne que tem menor disponibilidade de nutrientes, quando você compara com carne de casa”, explica Antunes.  

Ao todo, 59 pesquisadores de instituições nacionais e internacionais assinam o trabalho que tem também a coparticipação de pesquisadores indígenas de dez povos de toda a Amazônia.

Para Dzoodzo Baniwa, líder e pesquisador indígena do povo Baniwa, a participação dos povos indígenas na pesquisa é um passo importante para tornar a ciência mais inclusiva.

“Percebo que estamos contribuindo com a ciência, incorporando nossos manejos ancestrais sobre manejo sustentável da fauna. Não só da fauna, mas o manejo sustentável do território, fortalecendo a construção de um conhecimento verdadeiramente intercultural e sistêmico. Vejo como um movimento que traz justiça epistêmica”.

3:20
Compartilha esta notícia:

Notícias relacionadas