20 de Outubro, 2025 09h10mMeio Ambiente por Rádio Agência Nacional

Presença indígena terá maior participação na COP30

A presença indígena tem crescido nas conferências do clima. Em 2022, durante a COP 27, no Egito, foi inaugurado o primeiro pavilhão exclusivo para povos originários. No ano seguinte, em Dubai, essa participação cresceu ainda mais, com a comunidade internacional reconhecendo o papel dos povos originários na preservação ambiental e no enfrentamento das mudanças climáticas. A expectativa para este ano, em Belém, é de ainda mais protagonismo nas discussões climáticas

A presença indígena tem crescido nas conferências do clima. Em 2022, durante a COP 27, no Egito, foi inaugurado o primeiro pavilhão exclusivo para povos originários. No ano seguinte, em Dubai, essa participação cresceu ainda mais, com a comunidade internacional reconhecendo o papel dos povos originários na preservação ambiental e no enfrentamento das mudanças climáticas.

A expectativa para este ano, em Belém, é de ainda mais protagonismo nas discussões climáticas. Quem afirma é o coordenador executivo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, Dinaman Tuxá.

"Nós buscamos alternativas para que nós obtivéssemos uma participação indígena, que tivéssemos os nossos debates e que os nossos debates fossem acatados ou apresentados no âmbito do campo das negociações. E um dos temas que nós sempre tivemos, uma demanda, na verdade, que nós sempre tivemos, é que queremos, continuamos ainda nesse pleito, nessa luta, de participar nos espaços de tomada de decisão, ou seja, sentar na mesa com os negociadores".

Dinaman Tuxá destaca o trabalho que tem sido feito para ampliar essa participação indígena:

 "Temos outros espaços que nós mesmos estamos promovendo, alguns em parceria com o Estado brasileiro e outros muito exclusivamente com outros movimentos sociais, como é o caso da Aldeia COP, como é o caso da Cúpula dos Povos, e que nós vamos ali discutir as nossas metas, vamos discutir as nossas demandas, vamos discutir formas e caminhos para conter a crise climática".

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Segundo o coordenador da Apib, garantir que a demarcação de terras indígenas esteja nos acordos oficiais é pauta que unifica o movimento indígena mundial. Para ele, a COP 30, no Brasil, pode ser uma grande oportunidade para discutir esse e outros temas.

"Achamos mais do que necessário que essa oportunidade que está ocorrendo na COP no Brasil, nós possamos dar visibilidade às questões domésticas, como a questão da demarcação, mas também de outras questões de proteção, de preservação, da política de restauração. Então, é uma oportunidade que nós vamos ter de levar a conhecimento global para além do que os negociadores colocam na mesa, outras pautas que não são levadas para as negociações para os espaços oficiais da COP 30".

As discussões previstas para o encontro em Belém vão incluir temas como financiamento climático e justiça climática, abordando o impacto social e a proteção de populações vulneráveis de florestas tropicais. No mundo, existem cerca de 476 milhões de pessoas indígenas e quase 40% das florestas intactas do planeta estão justamente nos territórios indígenas.

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