03 de Setembro, 2025 09h09mMeio Ambiente por Rádio Agência Nacional

Indígenas discutem sobre mudanças climáticas em evento em São Paulo

O impacto das mudanças climáticas na identidade dos Povos do Xingu é o tema de uma série de eventos que acontece esta semana, na cidade de São Paulo, com a participação de mulheres ceramistas do povo Wauja, que vive no norte de Mato Grosso. Até o dia 6 de setembro serão realizadas contação de histórias, conversas e oficinas para compartilhar saberes e denunciar os impactos das mudanças do clima nos territórios indígenas

O impacto das mudanças climáticas na identidade dos Povos do Xingu é o tema de uma série de eventos que acontece esta semana, na cidade de São Paulo, com a participação de mulheres ceramistas do povo Wauja, que vive no norte de Mato Grosso.

Até o dia 6 de setembro serão realizadas contação de histórias, conversas e oficinas para compartilhar saberes e denunciar os impactos das mudanças do clima nos territórios indígenas.

Nesta quarta-feira (3/9), será realizada uma oficina de cerâmica no Museu das Culturas Indígenas. Na quinta e sexta-feira, a oficina acontece no Sesc Consolação.

Yakuwipú Wauja, que aprendeu a técnica da cerâmica indígena com a mãe e tias alertou sobre a falta do cauxi - um tipo de coral retirado do fundo dos rios que dá liga para o barro usado nas peças. A diminuição da matéria prima, usada para a produção da chamada panelinha, segundo ela, é consequência das alterações climáticas. 

“Com isso que gente prepara os alimentos e trocamos essa panela grande, o tacho, para fazer biju, em troca de pagamento com pajé, raizeiros. Quando tem parteiros também a gente troca em pagamento.”

São quase 500 mulheres Wauja que tem o conhecimento da arte da cerâmica. O desmatamento no entorno no território também tem sido uma preocupação para a etnia. 

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Com a COP30, marcada para novembro, em Belém, no Pará, Yakuwipú Wauja disse esperar que as autoridades olhem para os Povos do Xingu.

“A gente não está mais no território para atrasar o desenvolvimento do Brasil. A gente está lá contribuindo e a gente percebe e a gente espera que essa autoridade respeite a gente. A gente não está querendo brigar com o não-indígena, a gente só quer ser ouvidos e respeitados.”

A entrada é gratuita para os três dias de evento. Mais informações sobre a programação podem ser obtidas no Museu das Culturas Indígenas e no Instituto Socioambiental.  

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