São Paulo, 16 de Outubro de 2026
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Operação em Terra Indígena inutiliza 1,4 mil pontos de garimpo ilegal

Quase 1,4 mil pontos de garimpo ilegal inutilizados e um prejuízo de quase R$ 100 milhões aos criminosos, com a destruição de estruturas fixas e apreensão de combustível, maquinário e ouro. Esse foi o balanço da primeira etapa da Operação de Desintru

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Rádio Agência Nacional

Quase 1,4 mil pontos de garimpo ilegal inutilizados e um prejuízo de quase R$ 100 milhões aos criminosos, com a destruição de estruturas fixas e apreensão de combustível, maquinário e ouro. Esse foi o balanço da primeira etapa da Operação de Desintrusão da Terra Indígena Kayapó, no Pará. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira.

Com atuação integrada de mais de 20 órgãos federais, a operação superou o número inicialmente previsto de 650 alvos e se consolidou como uma das maiores ações já realizadas pelo Estado brasileiro contra atividades ilegais na Amazônia.

Segundo o Secretário Nacional de Direitos Territoriais do Ministério dos Povos Indígenas, Marcos Kaingang, a operação teve como objetivo combater o garimpo e o desmatamento ilegal que impactam o território indígena dos Kayapó.

Entre os resultados alcançados nessa primeira etapa estão a inutilização de 967 barracos, 117 acampamentos, 406 motores e 25 escavadeiras hidráulicas, além de 22,8 mil litros de óleo diesel apreendidos; o que resultou numa queda de 95% dos alertas de desmatamento.

De acordo com a Força Tarefa, foram aplicados mais de 164 mil reais em multas. Também foram apreendidos 63 gramas de ouro, além de 257 kg de cocaína e 238 kg de pasta-base apreendidos nas rodovias federais da região.

Após as operações, os rios da região, como o Rio Fresco, já mostram sinais de recuperação ambiental, com melhoria na qualidade da água após a remoção de dragas. A Força Nacional e a Funai devem permanecer na região para impedir o retorno de invasores.

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