
Quase dois dias após os dois terremotos que derrubaram prédios e deixaram muita destruição na Venezuela, incluindo a capital Caracas e arredores, o governo venezuelano confirmou a morte de 589 pessoas até a manhã desta sexta-feira (26).
Após os tremores mais fortes, foram mais de 200 réplicas de menor intensidade.
Quase 3 mil pessoas estão feridas. Um site alimentado de forma colaborativa tem uma lista de mais de 50 mil desaparecidos.
A presidente interina Delcy Rodríguez decretou estado de emergência, e as forças de resgate têm trabalhado de forma contínua, ao lado de voluntários, para cuidar dos sobreviventes.
Populares inspecionam escombros de um prédio em La Guaira, destruído após terremotos atingirem a Venezuela. - Reuters/Gaby Oraa/Proibida reproduçãoA agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para migração estima que quase 7 milhões de pessoas podem ser afetadas pela situação de emergência.
Segundo a agência Reuters, a cidade La Guaira, no litoral próximo de Caracas, foi a mais atingida, com mais de 100 edifícios que vieram abaixo.
O Ministério da Saúde da Venezuela está pedindo para a população a doação de sangue em diversos centros de coleta nos hospitais.
Brasil envia ajuda humanitária
Nesta quinta-feira, o presidente Lula autorizou o envio de uma missão humanitária.
Agentes de proteção e Defesa Civil, bombeiros militares e representantes da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) embarcaram nesta sexta-feira, de Guarulhos (SP), em uma aeronave KC-390 da Força Aérea Brasileira.
No sábado, o Brasil envia para Venezuela, em um novo voo, um hospital de campanha, com equipe médica, medicamentos e insumos.
As primeiras equipes de resgate estrangeiras começaram a chegar na noite de quinta. O México enviou 250 socorristas; El Salvador, 188; e a Espanha, quase 100.
República Dominicana, Colômbia, Suíça e Alemanha também enviaram dezenas de brigadistas para ajudar na situação causada pelo terremoto mais forte na Venezuela desde 1900.
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