07 de Abril, 2026 11h04mInternacional por Agência Brasil

Irã retalia contra petroquímica na Arábia Saudita

Após Israel atacar duas vezes uma das principais usinas petroquímicas do Irã, o país persa retaliou contra instalação petroquímica da Arábia Saudita e prometeu suspender restrições para novos ataques, em mais uma escalada da guerra que pode aprofundar a

Após Israel atacar duas vezes uma das principais usinas petroquímicas do Irã, o país persa retaliou contra instalação petroquímica da Arábia Saudita e prometeu suspender restrições para novos ataques, em mais uma escalada da guerra que pode aprofundar a crise no mercado global de energia.

Ao mesmo tempo, Israel informou que vai bombardear linhas férreas no Irã, e o presidente dos Estados Unidos (EUA) Donald Trump reforçou o ultimato, nesta terça-feira (7), ameaçando que “toda uma civilização vai morrer essa noite”. Ele anunciou provável crime de guerra de grandes proporções contra um país de 90 milhões de pessoas.

"Os parceiros regionais dos EUA também devem saber que, até hoje, por uma questão de boa vizinhança, exercemos imensa contenção e mantivemos considerações na seleção de alvos para retaliação, mas, a partir de agora, todas essas considerações foram eliminadas", disse a IRGC, em comunicado. 

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Ataques de Israel e EUA

Tel-Aviv atacou ontem e hoje o complexo petroquímico de Shiraz, conhecido principalmente pela fabricação de fertilizantes, usados na agricultura. Israel alegou que a unidade era usada para produção de ácido nítrico para fabricação de explosivos.

Outra petroquímica iraniana atacada por Israel e EUA fica na província de Bushehr, no sul do país. A Companhia Nacional de Petroquímica (NPC) do Irã afirmou estar investigando a extensão dos danos causados ​​às instalações.

Enquanto isso, fontes anônimas do Exército dos EUA informaram a agência Reuters e ao portal de notícias Axios que o país realizou ataques a ilha iraniana de Khang, onde o Irã concentra cerca de 90% das suas exportações de petróleo e gás. O Irã não confirmou esses ataques.

Retaliação

Em retaliação, o Irã informou que bombardeou “com sucesso” o complexo petroquímico de Jubail, no leste da Arábia Saudita, um dos maiores polos petroquímicos do planeta. A destruição dessas infraestruturas deve aprofundar a crise energética global.

"Vamos lidar com a infraestrutura dos Estados Unidos e de seus parceiros de tal forma que os Estados Unidos e seus aliados fiquem privados do petróleo e gás da região por anos", diz comunicado da Guarda Revolucionária.

Publicidade

Complexos petroquímicos da Arábia Saudita

A Arábia Saudita não se manifestou sobre os ataques ou sua extensão. A IRGC diz que os EUA atuam como sócios nessas instalações, incluindo participação das empresas estadunidenses Sadara, ExxonMobil e Dow Chemical.

Outro complexo petroquímico que a IRGC informou ter atacado na Arábia Saudita foi o localizado em Ju'aymah, que pertenceria a empresa dos EUA Chevron Phillips. O Irã disse ainda que bombardeou navio porta-contêiners de Israel que tentava utilizar o porto de Khor Fakkan, nos Emirados Árabes Unidos.

“A destruição deste navio serve como um alerta severo para qualquer embarcação que tente cooperar com o regime sionista [Israel] e os Estados Unidos de qualquer forma”, diz o comunicado da IRGC.

Os ataques desta terça-feira fazem parte da 99ª onda de ataques do Irã desde o início da agressão sofrida por Teerã, no dia 28 de fevereiro.

Danos humanos no Irã

No Irã, pelo menos 109 pessoas foram mortas em 24 horas terminadas na segunda-feira (6), segundo a Agência de Direitos Humanos do Irã (HRANA), ligada a ativistas opositores do governo.

“A grande escala dos ataques nas últimas 24 horas representa a maior taxa de ataques observada nos últimos dez dias”, diz a HRANA. Foram 573 ataques em 20 províncias. Desde o dia 28 de fevereiro, foram 1,6 mil civis mortos, incluindo 248 crianças. Além de outros 1,2 mil militares iranianos. Não foi possível identificar o status de outros 711 óbitos, se eram civis ou militares

Publicidade

Notícias relacionadas

Irã ameaça indústria de energia do Catar, Arábia Saudita e Emirados

Após sofrer ataques contra infraestruturas energéticas do país, o Irã emitiu um alerta, nesta terça-feira (18), para evacuação de cinco instalações de processamento de petróleo e gás no Cat

18 de Março, 2026

Irã desafia ultimato de Trump: Ormuz jamais retomará status anterior

Em meio a mais um ultimato do presidente Donald Trump, a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) desafiou os Estados Unidos (EUA) afirmando que o Estreito de Ormuz “jamais voltar

06 de Abril, 2026

Trump alega ter resgatado piloto; Irã nega e mostra aeronaves abatidas

O conflito entre Irã e Estados Unidos foi para além dos mísseis e bombas de parte a parte. O Irã intensifica as respostas em uma guerra midiática proposta pelo presidente dos Estados Unidos, Dona

05 de Abril, 2026