São Paulo, 15 de Outubro de 2026
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Manifestações anti-Trump reúnem milhões em diversas cidades dos EUA

Milhares de pessoas protestaram, neste sábado (28), contra as políticas do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, na manifestação chamada de No Kings (Sem Reis)

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Agência Brasil

Manifestações anti-Trump reúnem milhões em diversas cidades dos EUA
Créditos: Agência Brasil

Milhares de pessoas protestaram, neste sábado (28), contra as políticas do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, na manifestação chamada de No Kings (Sem Reis). De acordo com o site de notícias Reuters, os organizadores tinham a expectativa de que se tornasse o maior protesto de um único dia na história do país, com mais de 3,2 mil eventos planejados em todos os 50 estados e em diversas cidades fora do país.

Os números oficiais ainda não foram divulgados, mas era esperada a participação de mais de 9 milhões de pessoas. O cantor Bruce Springsteen, que critica abertamente o presidente Trump, reuniu uma multidão num estádio de Minneapolis, onde cantou a música Streets of Minneapolis, que fez durante os protestos da população contra a atuação do ICE, polícia de imigração que matou dois cidadãos americanos.

As manifestações se espalharam por Nova York, Washington, Atlanta, Chicago, Houston, Denver, São Francisco, entre outras. 

Christine Hughes, de 79 anos, segura um cartaz durante uma manifestação do movimento No Kings contra as políticas do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, em Nova York - Foto: Reuters/Mike Segar/Proibida reprodução

No final deste ano, ocorrem as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, quando todos os deputados e parte dos senadores são renovados. Os organizadores dos protestos dizem ter visto um aumento no número de eventos anti-Trump e de pessoas se inscrevendo para votar em estados profundamente republicanos (partido de Trump) como Idaho, Wyoming, Montana e Utah.

De acordo com a Reuters, os protestos acontecem em um momento em que a taxa de aprovação de Trump caiu para 36%, seu ponto mais baixo desde o retorno à Casa Branca.

Milhares de pessoas também se reuniram em Manhattan. Um dos organizadores, o ator Robert De Niro disse que “houve outros presidentes que testaram os limites constitucionais de seu poder, mas nenhum representou uma ameaça existencial tão grande às nossas liberdades e segurança”.

Manifestante Sam Scarcello durante um protesto contra as políticas do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, perto do Capitólio, em Washington - Foto: Reuters/Leah Millis/Proibida reprodução

O porta-voz do Comitê Nacional Republicano do Congresso, Mike Marinella, criticou os políticos democratas por apoiarem os protestos. “Esses comícios contra a América são onde as fantasias mais violentas e delirantes da extrema esquerda encontram um microfone e os democratas da Câmara recebem suas ordens”, disse em comunicado.

Os eventos deste sábado ocorrem em meio ao que os organizadores disseram ser um apelo à ação contra o bombardeio do Irã pelos EUA e Israel, um conflito que já dura quatro semanas.

Os protestos de hoje, que fazem parte do movimento No Kings, tiveram a primeira mobilização em junho do ano passado e atraiu entre 4 milhões e 6 milhões de pessoas em aproximadamente 2,1 mil locais em todo o país. A segunda manifestação ocorreu em outubro, envolvendo cerca de 7 milhões de participantes em mais de 2,7 mil locais.

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