São Paulo, 15 de Outubro de 2026
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China e Rússia pedem na ONU libertação imediata de Maduro

Representantes da China e a Rússia condenaram fortemente o ataque militar dos Estados Unidos na Venezuela no sábado (3) e pediram a libertação imediata do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores

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Agência Brasil

China e Rússia pedem na ONU libertação imediata de Maduro
Créditos: Agência Brasil

Representantes da China e a Rússia condenaram fortemente o ataque militar dos Estados Unidos na Venezuela no sábado (3) e pediram a libertação imediata do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Eles participaram de reunião de emergência convocada pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta segunda-feira (5).

O embaixador chinês na ONU, Fu Cong, disse que a China está profundamente chocada com a ação militar e condenou fortemente “os atos ilegais e de bullying” dos Estados Unidos.

O representante da Rússia na ONU, Vasily Nebenzya, disse que o começo do ano chocou a todos pela falta de respeito às leis internacionais e ao princípio da não intervenção em assuntos internos de outros países.

“O sequestro do líder da Venezuela, Nicolás Maduro, acompanhado da morte de dezenas de cidadãos venezuelanos e cubanos, aos olhos de muitos, se tornou um retrocesso para a época de um mundo sem leis e a dominação norte-americana pela força e pelo caos. Não há justificativa para os crimes cometidos pelos Estados Unidos em Caracas. Nós condenamos firmemente a agressão dos Estados Unidos contra a Venezuela em desacordo com todas as normas internacionais. Pedimos a libertação imediata de Maduro e sua esposa. Ele é o presidente legítimo da Venezuela eleito”, afirmou o diplomata russo.

Vasily Nebenzya destacou que o povo russo se solidariza com os venezuelanos perante a agressão externa. “Apoiamos incondicionalmente o governo bolivariano da Venezuela.”

O embaixador russo acrescentou que os Estados Unidos não escondem seu desejo pelo petróleo venezuelano e deixam claro seu imperialismo em relação à América Latina. “É importante a comunidade internacional se unir contra os métodos norte-americanos de uso da força como demonstrado no caso venezuelano”, afirmou.

Militares americanos retiraram à força Maduro e sua esposa de território venezuelano, em uma ação que matou integrantes das forças de segurança do presidente e causou explosões em Caracas, capital do país. Maduro foi levado para Nova York e, segundo o governo dos Estados Unidos, vai responder no país a acusações por uma suposta ligação com o tráfico internacional de drogas.

O casal foi levado nesta segunda-feira ao Tribunal Federal, em Nova York, para uma audiência de custódia na Justiça norte-americana. Eles serão notificados de maneira oficial sobre seus supostos crimes. O casal está detido num presídio federal no bairro do Brooklyn, também em Nova York.

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