São Paulo, 15 de Outubro de 2026
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Guerra entre Rússia e Ucrânia matou quase mil civis em seis meses

As vítimas civis na guerra entre Rússia e Ucrânia, que já está em seu quarto ano, vêm aumentando nos últimos meses. Entre dezembro do ano passado e maio deste ano, 986 civis foram mortos e mais de 4,8 mil ficaram feridos — um terço a mais do que no m

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Rádio Agência Nacional

Guerra entre Rússia e Ucrânia matou quase mil civis em seis meses
Créditos: Rádio Agência Nacional

As vítimas civis na guerra entre Rússia e Ucrânia, que já está em seu quarto ano, vêm aumentando nos últimos meses. Entre dezembro do ano passado e maio deste ano, 986 civis foram mortos e mais de 4,8 mil ficaram feridos — um terço a mais do que no mesmo período do ano anterior. Os dados são de relatório do Escritório de Direitos Humanos da ONU, publicado na segunda-feira (30).

Em um único ataque de drone russo a um ônibus que transportava trabalhadores, oito mulheres e dois homens morreram, e 57 pessoas ficaram feridas. Nos últimos seis meses, pelo menos cinco hospitais foram atacados.

De acordo com a chefe da missão de monitoramento, Danielle Bell, a guerra entre Rússia e Ucrânia está "cada vez mais mortal para os civis". Ela chama a atenção para o aumento no número de vítimas causadas por drones de curto alcance, que, em tese, permitem aos operadores ver seus alvos em tempo real e, assim, reduzir as mortes de civis.

Nas áreas ocupadas pelos russos, moradores enfrentam entraves para recuperar suas propriedades. Mais de 16 mil casas foram listadas pela ocupação russa como potencialmente abandonadas e, portanto, correm o risco de serem confiscadas.

O escritório da ONU entrevistou prisioneiros de guerra dos dois lados. A maioria relatou torturas e abusos. Pelo menos 35 prisioneiros ucranianos e um prisioneiro russo foram executados no período.

No último fim de semana, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, decretou a saída da Ucrânia da convenção internacional sobre a proibição de minas terrestres. Esses dispositivos, escondidos debaixo da terra, são detonados ao contato com uma pessoa e podem matar ou provocar amputações.

As minas terrestres permanecem ativas por anos após o conflito. O argumento da Ucrânia é que a Rússia não é signatária da convenção e já utiliza esses explosivos contra ucranianos há anos.

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