São Paulo, 15 de Outubro de 2026
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Trump pedirá a rei da Jordânia para transferir palestinos de Gaza

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, se reunirá nesta terça-feira (11), em Washington, com o rei Abdullah (foto), da Jordânia, quando deve exigir da liderança árabe que aceite o plano de transferência permanente dos palestinos da Faix

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Agência Brasil

Trump pedirá a rei da Jordânia para transferir palestinos de Gaza
Créditos: Agência Brasil

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, se reunirá nesta terça-feira (11), em Washington, com o rei Abdullah (foto), da Jordânia, quando deve exigir da liderança árabe que aceite o plano de transferência permanente dos palestinos da Faixa de Gaza para o país vizinho. O governo jordaniano tem rejeitado o plano da Casa Branca e Trump ameaça cortar a ajuda financeira que concede ao país do Oriente Médio. Em entrevista à Fox News divulgada nessa segunda-feira (10), Trump confirmou que a transferência dos mais de dois milhões de palestinos de Gaza para o Egito e Jordânia seria permanente.

“Nós construiremos comunidades bonitas, comunidades seguras — podem ser cinco, seis, podem ser duas — nós construiremos comunidades seguras, um pouco longe de onde elas estão, de onde todo esse perigo está”, disse Trump, acrescentando que a ideia é “construir um lugar permanente para eles [palestinos]”.

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Trump eleva para 25% as tarifas sobre importações de aço e alumínio .Autoridade Palestina pede reunião de urgência do Conselho da ONU.Hamas liberta três reféns; Israel começa a soltar palestinos.A ideia é rejeitada por palestinos e por lideranças árabes, incluindo a Arábia Saudita, mas foi bem recebida por Israel. O primeiro-ministro do país, Benjamin Netanyahu, orientou seu governo a preparar um plano para emigração de palestinos de Gaza.

A Jordânia atualmente abriga 2,3 milhões de palestinos refugiados dos conflitos anteriores, iniciados em 1948, com a criação do Estado de Israel. De acordo com a Agência para Refugiados Palestinos da Organização das Nações Unidas (UNRWA), há 13 campos de refugiados palestinos na Jordânia.

O plano de Trump e Netanyahu para Gaza reforça a acusação de palestinos, organizações de direitos humanos e críticos de Israel que alegam que a ação militar no enclave visa a limpeza étnica do território e anexação de Gaza.

Por meio de nota, o Hamas rejeitou a transferência dos habitantes para os países vizinhos.  “Nosso povo palestino frustrará todos os planos de deslocamento e realocação forçada. Gaza pertence ao seu povo, e eles a deixarão apenas para retornar às suas cidades e vilas ocupadas em 1948”, informou.

O plano de Trump violaria o direito internacional, que considera crime o deslocamento forçado de população civil, conforme define a Convenção de Genebra, e também não permite a aquisição de territórios por meio da guerra, conforme estabelece a Resolução 242 do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU).

Cessar-fogo

O presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu ainda tornar Gaza “um inferno” de novo se o Hamas cumprir a promessa de suspender a libertação de reféns israelenses prevista para o próximo sábado (15). O Hamas acusa Israel de violar o acordo de cessar-fogo. 

O secretário-geral da ONU, António Guterres, apelou para que as partes cumpram o cessar-fogo e evitem a retomada das hostilidades em Gaza.

“Devemos evitar a todo custo a retomada das hostilidades em Gaza, o que levaria a uma imensa tragédia. Apelo ao Hamas para prosseguir com a planejada libertação dos reféns. Ambos os lados devem cumprir integralmente seus compromissos no acordo de cessar-fogo e retomar negociações sérias”, afirmou o Guterres em uma rede social.

 

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