São Paulo, 15 de Outubro de 2026
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Mesmo com medida protetiva, mulher é vítima de feminicídio no Rio

Na data em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto que institui o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, mais uma mulher é morta no Rio de Janeiro apesar de ter uma medida protetiva contra o ex-marido

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Agência Brasil

Mesmo com medida protetiva, mulher é vítima de feminicídio no Rio
Créditos: Agência Brasil

Na data em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto que institui o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, mais uma mulher é morta no Rio de Janeiro apesar de ter uma medida protetiva contra o ex-marido.

Amanda Loureiro da Silva Mendes, de 25 anos, foi abordada pelo agressor armado, a poucos metros do trabalho dela, no bairro de Quintino, subúrbio do Rio. Após uma rápida discussão, registrada por câmeras de segurança, o criminoso atirou contra a mulher.

A análise de imagens de câmeras de segurança foi fundamental para a identificação da dinâmica do crime e para a localização do criminoso.

As investigações apontaram que eles foram casados por sete anos e tiveram dois filhos, mas estavam separados há cerca de quatro meses. O autor não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a vítima, mesmo após a adoção de medida protetiva, que vinha sendo reiteradamente descumprida.

Além da condenação anterior por homicídio, o preso possui registros por porte ilegal de arma de fogo e violência doméstica.

Violência contra a mulher

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro registrou de janeiro a novembro de 2025 mais de 71 mil casos de violência doméstica contra a mulher.

O Observatório de Violência contra a Mulher da Justiça do Rio destaca que a medida protetiva deve ser solicitada quando a vítima for agredida fisicamente, ameaçada ou obrigada a manter relação sexual contra a vontade. E ainda se tiver dinheiro, cartão de banco ou celular tomados pelo agressor ou se ele teve outras atitudes que sejam consideradas violentas. 

Decreto

O pacto assinado hoje prevê atuações coordenadas e permanentes entre os Três Poderes, com o objetivo de prevenir a violência contra meninas e mulheres no Brasil. A novidade, segundo Lula, é que, pela primeira vez, estão assumindo que a responsabilidade na luta pela defesa da mulher não é só da mulher.

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