São Paulo, 16 de Outubro de 2026
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Detidos por morte de ex-delegado tinham sido presos por ele em 2005

As três pessoas presas nesta manhã pelo assassinato do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes são assaltantes de banco que, em 2005, foram detidas por ele, disse nesta terça-feira (13) o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Nico Gonçalves, em uma ent

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Agência Brasil

Detidos por morte de ex-delegado tinham sido presos por ele em 2005
Créditos: Agência Brasil

As três pessoas presas nesta manhã pelo assassinato do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes são assaltantes de banco que, em 2005, foram detidas por ele, disse nesta terça-feira (13) o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Nico Gonçalves, em uma entrevista coletiva concedida à imprensa sobre o caso. As prisões ocorreram em Santos, no litoral paulista, em Jundiaí, no interior do estado.

Gonçalves ponderou que outras hipóteses ainda não foram descartadas, mas considera ter 90% de certeza de que o ex-delegado morreu por ter atuado contra o crime organizado e prendido o trio, que é ligado à facção Primeiro Comando Capital (PCC).

A polícia trabalha também com a possibilidade de a execução de Fontes estar ligada à sua atuação na prefeitura de Praia Grande. Ruy Ferraz foi morto no dia 15 de setembro, na cidade do litoral de São Paulo, onde trabalhava como secretário de administração. 

Antes do crime, ele saiu com seu carro do prédio da prefeitura local e foi perseguido pelas ruas da cidade por um outro veículo com homens fortemente armados. Em alta velocidade, o ex-delegado bateu num ônibus e, na sequência, foi executado com tiros de fuzil. Toda a ação foi registrada por câmeras de vigilância.

Delegado por mais de 40 anos, Ruy Ferraz foi responsável pela prisão de diversas lideranças do PCC nos anos 2000.

Presos

Os três homens presos nesta terça são Fernando Alberto Ribeiro Teixeira, conhecido como Azul ou Careca; Márcio Serapião de Oliveira, o Velhote; e Manuel Alberto Ribeiro Teixeira, apelidado de Manezinho.

Segundo a polícia, eles atuaram no planejamento, organização e logística do assassinato do delegado. Todos eles já estiveram presos no passado, são ladrões de banco e também já se envolveram com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

O planejamento para a morte de Fontes foi feito por este trio em março de 2025. O ex-delegado passou a ser monitorado de perto pelos criminosos já a partir de junho do ano passado.

Segundo a investigação, Fernando Alberto, o Azul, é líder do PCC na Baixada Santista e comandou as ações para a morte do ex-delegado. A polícia ainda busca descobrir se há um mandante acima dele.

“A investigação tem que ser muito responsável quando apontar um nome neste sentido. Precisamos seguir as provas técnicas e está faltando esta última pecinha, de quem foi a pessoa que colocou esse mecanismo todo para funcionar. Talvez exista essa peça acima, coisa que o Ministério Público nem acredita, mas a investigação vai dizer”, afirmou o delegado de polícia e diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), Ronaldo Sayeg.

Na operação desta terça, a polícia apreendeu celulares, computadores, cadernos e outros materiais que vão ajudar na continuação da investigação.

Nas duas operações feitas pela polícia neste caso, foram presas 13 pessoas, cinco foram liberadas com uso de tornozeleira eletrônica e ainda há duas foragidas.

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