São Paulo, 15 de Outubro de 2026
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Dois sargentos da PM do Rio foram presos por ajudar crime organizado

Dois sargentos da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) foram presos na manhã desta segunda-feira (8) pela Polícia Federal, com apoio do Batalhão de Operações Especiais (Bope), e da corregedoria da PM, suspeitos de vazarem informações s

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Agência Brasil

Dois sargentos da PM do Rio foram presos por ajudar crime organizado
Créditos: Agência Brasil

Dois sargentos da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) foram presos na manhã desta segunda-feira (8) pela Polícia Federal, com apoio do Batalhão de Operações Especiais (Bope), e da corregedoria da PM, suspeitos de vazarem informações sobre operações policiais nas comunidades fluminenses para uma das maiores facções criminosas do estado. Entre os investigados está o sargento do Bope responsável pela escalação das equipes que participam das operações.

Na Operação Tredo, policiais federais do Grupo de Investigações Sensíveis (GISE) e da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) cumprem 11 mandados de prisão temporária e seis mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais foram expedidas pela 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa do Rio de Janeiro. Um dos 11 alvos já havia sido preso na Operação Contenção, deflagrada no último mês. Foram apreendidos três veículos e aparelhos celulares dos investigados.

De acordo com a corporação, as investigações foram iniciadas a partir do compartilhamento de informações relacionadas à atuação de um militar da Marinha  no fornecimento de drones e no treinamento de integrantes da facção criminosa para utilização desse equipamento. A troca de informações foi autorizada judicialmente no âmbito da Operação Buzz Bomb, deflagrada pela PF em setembro de 2024.

 Com as informações obtidas, foi realizada nova investigação que culminou na identificação de policiais militares que repassavam informações a lideranças da organização criminosa, acerca de operações policiais planejadas para comunidades sob domínio do grupo.

Os investigados deverão responder pelos crimes de integrar organização criminosa armada, corrupção passiva e ativa, homicídio, tráfico de drogas, porte ilegal de arma e violação de sigilo funcional.

“O termo que dá nome à operação, “tredo”, significa traidor, aquele que rompe a confiança de outrem agindo com falsidade e deslealdade”, completa a PF.

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