24 de Setembro, 2025 07h09mGeral por Agência Brasil

Artista português Zé Pedro Croft inaugura exposição no Rio

O artista português José Pedro Croft (foto) inaugura nesta quarta-feira (24) sua nova exposição no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no Rio de Janeiro

O artista português José Pedro Croft (foto) inaugura nesta quarta-feira (24) sua nova exposição no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no Rio de Janeiro. A mostra José Pedro Croft: reflexos, enclaves, desvios reúne 170 obras, entre gravuras, desenhos e esculturas, e ficará em cartaz até 17 de novembro, com entrada gratuita.

Uma das peças mais aguardadas é a instalação criada especialmente para ocupar a rotunda do prédio histórico do CCBB. Nela, espelhos refletem fragmentos da arquitetura do espaço, formando um grande quebra-cabeça visual que envolve o visitante.

Além dos desenhos, o público poderá interagir com esculturas em ferro, vidro e espelho, criadas para a exposição. Para o curador Luiz Camillo Osorio, há um diálogo permanente entre as diferentes linguagens que compõem o trabalho de Croft.

“O metal, o vidro, os espelhos, a linha, a cor, a memória gráfica, as sobreposições e a instabilidade tudo isso reverbera entre as gravuras, os desenhos e as esculturas”, opina.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Carreira

Osorio ressalta, ainda, a importância da trajetória do artista, iniciada nos anos 1980: “Ele exprime vontade de liberdade e de experimentação. Já teve uma presença marcante no Brasil, em espaços como o Museu de Arte Moderna, a Bienal de São Paulo, a Pinacoteca e o Paço Imperial. Mas há muito tempo não mostrava sua produção aqui”, observa. 

Publicidade
Obras de José Pedro Croft podem ser vistas até novembro no CCBB do Rio - fotos - Tomaz Silva/Agência Brasil

Em entrevista à Agência Brasil, Croft destacou o modo como espera que o público se relacione com sua obra. “A melhor maneira de ver uma exposição é entrar de mente aberta e sem ideias pré-concebidas. Olhar, sentir e, depois, refletir sobre o que foi visto.”

Ele lembra que muitas de suas obras dialogam entre si: “Na primeira sala, há gravuras negras e vermelhas. As negras são mais desenhos, as vermelhas são manchas de cor, mas que remetem às esculturas de espelho. Há sempre uma correspondência”, assegura.

O artista ressaltou sua preocupação com a relação das obras com o espaço. “Mesmo quando crio trabalhos monumentais, interessa-me que tenham sempre uma escala humana e não se imponham pela grandiosidade. Acho que isso tem a ver com a noção de democracia”, finaliza.

Publicidade

Notícias relacionadas

Exposição no Rio de Janeiro junta natureza e arte popular

Um clamor pelo meio ambiente, combinando arte popular e natureza. Assim é a exposição Mata Viva, em cartaz no Rio de Janeiro. Natureza e arte popular, em um clamor pela defesa do meio ambiente. Com

01 de Fevereiro, 2026

Polícia Civil prende argentina indiciada por injúria racial no Rio

A Polícia Civil prendeu, nesta sexta-feira (6), a advogada argentina Agostina Paez por ofensas racistas no dia 14 de janeiro último contra quatro funcionários de um bar em Ipanema, na zona sul do R

06 de Fevereiro, 2026

Mesmo com medida protetiva, mulher é vítima de feminicídio no Rio

Na data em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto que institui o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, mais uma mulher é morta no Rio de Janeiro apesar de ter uma medida

04 de Fevereiro, 2026