
A Defesa Civil estadual de São Paulo testou, pela primeira vez, um drone de grande porte para a pulverização de larvicidas no combate ao mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue, na cidade de Mairiporã, região metropolitana de São Paulo.
O modelo Agras MG1P, geralmente usado para pulverização agrÃcola, foi testado em residências com pontos de proliferação do mosquito, como piscinas sujas, locais de acúmulo de lixo, caixas d'água abertas, e em áreas que não atendem a apelos dos agentes de saúde.
Embora Mairiporã tenha baixa incidência da doença (15,9/100 mil habitantes), o municÃpio tem imóveis de veraneio em áreas rurais, com terrenos grandes e dificuldade de acesso pelas equipes de saúde, segundo informou Maxwell de Souza, porta-voz da Defesa Civil do Estado de São Paulo.
Agentes de saúde da cidade de São Paulo em ação com drone em prédios abandonados para combater focos do mosquito transmissor. Foto: Paulo Pinto/Agência BrasilO equipamento foi cedido pelo Núcleo de Tecnologia da Casa Militar após agentes de saúde tentarem contato com moradores sem sucesso. Nos locais onde não foi possÃvel contato foi feita uma primeira verificação com drones de observação. Em seguida, o drone foi acionado para pulverização nos imóveis.
Resultado positivo
Embora o resultado tenha sido positivo, as equipes estudam o uso de drones menores, mais acessÃveis à s prefeituras, para aplicação de larvicidas em pastilhas. De acordo com Souza, o governo estadual procura parceiros em órgãos públicos e privados para os testes, que podem servir de base para editais futuros.
Porém, segundo o porta-voz, mesmo que a estratégia permita acesso a áreas difÃceis, a melhor estratégia contra a dengue continua sendo a prevenção feita pela população.
Até 75% dos criadouros do mosquito ficam dentro das casas, em áreas acessÃveis somente para moradores, como caixas d'água, ralos e calhas mal vedados ou com acúmulo de resÃduos, lixo acumulado em pequenos pedaços de plástico, como brinquedos ou vasilhames.
Além dos cuidados com a limpeza, é importante que a população informe sobre focos do mosquito, por meio do serviço estadual Dengue 100 ou de telefones municipais, como o 153, 156 ou 199.
Medidas preventivas como limpeza com cloro e uso de areia em pratos de vasos também podem ter impacto positivo.

