31 de Agosto de 2026
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Mulheres têm menos direitos e oportunidades de emprego, revela Dieese

Baixar Tocar Em pleno 2025 e um dado que é um velho conhecido. Mesmo com o desemprego caindo e atingindo recordes históricos e o PIB aumentando, as mulheres continuam com menos direitos e oportunidades de trabalho. É o que mostra um estudo do Dieese

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Rádio Agência Nacional

Mulheres têm menos direitos e oportunidades de emprego, revela Dieese
Créditos: Rádio Agência Nacional

Em pleno 2025 e um dado que é um velho conhecido. Mesmo com o desemprego caindo e atingindo recordes históricos e o PIB aumentando, as mulheres continuam com menos direitos e oportunidades de trabalho. É o que mostra um estudo do Dieese divulgado esta semana feito com base na Pnad Contínua do terceiro trimestre do ano passado.

Nós, mulheres, ainda estamos com as maiores taxas de desemprego e os menores salários. Vamos aos números: 2024 fechou o terceiro trimestre com mais 3,7 milhões de mulheres desocupadas. 7,7% contra 5,3% dos homens.

Estar desocupada não significa não fazer nada. Os afazeres domésticos tomam o tempo. E muito. Olha só essa estimativa do Dieese: por ano, as mulheres gastam o equivalente a 21 dias a mais que os homens nas tarefas de casa. O que leva, segundo a professora e pesquisadora da Universidade Federal de Santa Catarina, Gláucia Fraccaro, à discussão sobre a jornada de trabalho e a qualidade desse trabalho.

“Qual é a importância da jornada nisso tudo? É justamente na qualidade de vida, na possibilidade de poder cuidar da casa, de poder cuidar da sua própria família, de poder fazer formação para poder crescer no emprego e ganhar mais. Tudo isso tem sido cada vez mais achatado impostos por trabalho com jornada completa, das 44h e com rendimentos muito baixos”.

E entre as que trabalham fora ainda tem outra diferença: a remuneração. Elas ganham em média R$ 762 a menos que eles. Quando se fala em cargos de direção, a diferença de rendimentos pode chegar a R$ 40 mil.

Aliás, essa diferença tem diminuído. Segundo a professora Gláucia Fraccaro, graças a iniciativas como a lei da igualdade salarial.

“A Lei de Igualdade Salarial promove monitoramento de empregos que têm um pouco mais de qualidade, que são os empregos formais e é uma ferramenta fundamental para melhorar a inserção das mulheres no mercado de trabalho, mas não só para melhorar também a qualidade desse emprego”.

E a professora conclui dizendo que, neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, as discussões estarão muito voltadas também para a democracia e para a cidadania feminina.

"Mulheres que ganham muito pouco, que estão fora do sistema de Seguridade Social, ainda sofre bastante com esse universo de cuidados precisam tanto da democracia quanto de descortinar esse universo de trabalho invisível para que a gente seja um Brasil produtivo e mais rico".

*Com produção de Beatriz Evaristo. 

© Wilson Dias/Arquivo/Agência Brasil Geral No terceiro trimestre de 2024, 7,7% das mulheres estavam sem emprego Brasília Pequim+30: países apontam retrocessos nos direitos das mulheres 08/03/2025 - 08:00 Ana Lúcia Caldas / Liliane Farias Priscilla Mazenotti - repórter da Rádio Nacional Dia Internacional da Mulher sábado, 8 Março, 2025 - 08:00 3:13
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