São Paulo, 16 de Outubro de 2026
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Paulistanos vítimas de tráfico humano na Tailândia retornam ao Brasil

Baixar Tocar Estão viajando de volta ao Brasil os dois paulistanos vítimas de tráfico humano em Mianmar. A previsão é de que eles cheguem ainda nesta quarta-feira (19), no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Phelipe de Moura Ferreira

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Rádio Agência Nacional

Paulistanos vítimas de tráfico humano na Tailândia retornam ao Brasil
Créditos: Rádio Agência Nacional
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Estão viajando de volta ao Brasil os dois paulistanos vítimas de tráfico humano em Mianmar. A previsão é de que eles cheguem ainda nesta quarta-feira (19), no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.

Phelipe de Moura Ferreira e Luckas Viana dos Santos eram mantidos em cárcere privado no país da Ásia, onde foram atraídos com promessas falsas de emprego. Só que, ao chegar lá, foram forçados a dar golpes virtuais em outros brasileiros e também em pessoas de outras nacionalidades. Caso contrário, eram punidos até com espancamentos e choques elétricos.

Depois de mantidos reféns por três meses, por uma máfia de golpes cibernéticos, os dois rapazes conseguiram fugir e foram interceptados por uma organização armada local, onde ficaram até serem transferidos para a Tailândia. Lá, procuraram a embaixada brasileira.

Luckas recebeu uma proposta para trabalhar em um cassino nas Filipinas, no início de 2024. Depois de alguns meses, o estabelecimento fechou. Sem dinheiro para voltar ao Brasil, o jovem procurou outras oportunidades pela região.

Pelo Telegram, ele recebeu um convite para trabalhar na área da tecnologia em Mae Sot, cidade tailandesa na fronteira com Mianmar. Mas era uma armadilha, e ele acabou sendo levado por mafiosos para Mianmar, onde foi escravizado.

Nessa terça-feira, na embaixada do Brasil na Tailândia, o jovem comentou o caso e faz um alerta. 

Phelipe já tinha trabalhado em Laos, Dubai e Filipinas. Em agosto de 2023, voltou ao Brasil e recebeu uma proposta no Telegram para ganhar U$ 2.000 por mês trabalhando na Tailândia. Mas ao chegar, foi levado a Mianmar, país vizinho.

Depois de alguns dias, a vítima começou a mandar mensagens para a irmã pelo perfil falso que criaram para ele. Ele contou que estava trabalhando à força, por 16 horas por dia, e sendo punido quando não cumpria as metas.

© Antônio Carlos Ferreira/Arquivo Pessoal Geral São Paulo 19/02/2025 - 16:23 Ana Lúcia Caldas / Liliane Farias Leandro Martins - repórter da Rádio Nacional Tráfico Humano quarta-feira, 19 Fevereiro, 2025 - 16:23 2:31
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