10 de Abril, 2026 19h04mEsportes por Agência Brasil

Esporte Universitário leva mensagem de paz em meio a conflitos globais

Em um cenário marcado por tensões geopolíticas, o esporte universitário coloca-se como instrumento de diplomacia e intercâmbio cultural

Em um cenário marcado por tensões geopolíticas, o esporte universitário coloca-se como instrumento de diplomacia e intercâmbio cultural. Em entrevista à Agência Brasil, primeiro vice-presidente da Federação Internacional do Esporte Universitário (Fisu), Luciano Cabral, destacou o papel dos atletas-estudantes na construção de um futuro harmônico. Presente nos Jogos Universitários de Futebol (JUBs Futebol), em Aracaju, o dirigente também falou das expectativas para os Jogos Mundiais Universitários 2027 em Chungcheong (Coreia do Sul) e sobre o desafio de manter um calendário esportivo em meio a tantos conflitos pelo mundo.

Agência Brasil: O esporte também promove o intercâmbio cultural? Luciano Cabral: Sim, com certeza, e especialmente o universitário, por estar inserido no ambiente acadêmico. Os participantes são estudantes com sede de conhecimento. Essa troca permite que conversem sobre modalidades, profissões e a história de cada região.

"A Coreia [do Sul] está preparando um evento que deve retomar o patamar de segundo maior evento esportivo do mundo" afirmou Luciano Cabral, referindo-se aos Jogos Mundiais Universitários, programados para 2027, na cidade de Chungcheong - Celio Júnior/CBDU/Direitos Reservados

Agência Brasil: O esporte pode servir à diplomacia? Luciano Cabral: Temos exemplos icônicos. Pelé interrompeu uma guerra. O esporte é um instrumento de paz contínuo. Queremos que esses jovens levem essa inspiração para a vida e se tornem líderes que preservem esses valores no futuro.

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Agência Brasil: No próximo ano, a Coreia do Sul sediará os Jogos Mundiais Universitários. O que esperar desse evento em termos de infraestrutura e participação? Luciano Cabral: A Coreia [do Sul] está preparando um evento que deve retomar o patamar de segundo maior evento esportivo do mundo. A Vila Olímpica, os estádios e os ginásios já estão prontos e são impressionantes, rivalizando até com a infraestrutura das Olimpíadas de Los Angeles 2028. Esperamos mais de 150 países e cerca de 12 mil participantes na vila. Será o grande momento de reposicionamento do esporte universitário global após os desafios da pandemia.

* Rodrigo Ricardo viajou a Aracaju à convite da CBDU.

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